Mesmo com o convite da diretoria para permanecer no clube, Rodrigo Caio optou por encerrar seu ciclo como auxiliar técnico no Ninho do Urubu em respeito aos seus valores pessoais. Em entrevista franca ao podcast 10 e Faixa, de Diego Ribas, o ex-zagueiro explicou que sua saída, ocorrida em março, foi uma consequência direta da demissão de Filipe Luís. Integrante da comissão técnica desde maio de 2025, o defensor revelou que sua lealdade ao treinador que o convidou pesou mais do que a estabilidade de um cargo permanente.
A trajetória do ex-defensor na nova função foi marcada por um acordo de transparência desde o primeiro dia. Ao aceitar o desafio, ele deixou claro tanto para Filipe Luís quanto para o diretor José Boto que sua permanência estaria atrelada ao desempenho e à parceria. “Disse ao Filipe: ‘Você é um amigo, um irmão, independentemente da nossa amizade, se eu não estiver entregando, seja sempre direto. Vou sair e a amizade continua'”, detalhou o ídolo. Esse compromisso foi posto à prova quando a diretoria desligou o treinador em fevereiro.
Ver essa foto no Instagram
Recusa ao presidente
Ao ser convidado pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, para integrar a comissão permanente do clube, Rodrigo Caio foi enfático na negativa. Apesar da gratidão pelas portas abertas e do amor declarado à instituição, o ex-zagueiro afirmou que seguir no cargo sem Filipe Luís feriria sua ética de trabalho. “Disse a ele: ‘não posso, vai contra meus princípios. É inegociável. Agradeço do fundo do meu coração, mas saio com o Filipe'”, revelou .
Como jogador, o defensor acumulou glórias entre 2019 e 2023, erguendo duas Libertadores, dois Brasileiros e uma Copa do Brasil. Após uma breve passagem pelo Grêmio, em 2024, ele retornou ao Rio para iniciar a carreira técnica que agora entra em hiato.