O GP da China de Fórmula 1 foi palco de uma disputa interna eletrizante na escuderia de Maranello, mas o comando da equipe optou por não frear seus pilotos. Enquanto Kimi Antonelli dominava a prova em Xangai, os holofotes se voltaram para o embate direto entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc, que chegaram a ter um leve toque na 25ª volta. Mesmo com o risco de um prejuízo duplo, o chefe da equipe, Frédéric Vasseur, decidiu manter o duelo liberado.
A decisão de não intervir foi fundamentada na confiança que o dirigente deposita em sua dupla titular. Para Vasseur, congelar posições tão cedo na corrida seria injusto e contraproducente para a evolução do time. “Confio neles. É difícil dizer para eles pararem e não quero pedir que se fixem em suas posições, teria sido injusto. São profissionais, trabalharam muito bem e isso é bom para a equipe e para a F1. Prefiro que as coisas continuem assim”, explicou o francês à Sky Sports.
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Ciente de que uma colisão poderia arruinar o domingo da equipe, Vasseur admitiu que sua postura é ousada e sujeita a críticas imediatas. Em conversa com a imprensa internacional, o gestor foi sincero ao reconhecer que a linha entre o gênio e o erro é tênue na Fórmula 1. “Sei perfeitamente que também posso parecer um idiota meia hora depois”, brincou o dirigente.
A ausência de ameaças imediatas da McLaren e a distância segura para os carros da Haas e Alpine também permitiram que a Ferrari administrasse a briga interna com mais liberdade. Vasseur destacou que, enquanto o ritmo permitia acompanhar as Mercedes, a disputa era saudável e motivadora para os pilotos, que relataram diversão via rádio.