O clima de tensão tomou conta da Aston Martin após Fernando Alonso expressar publicamente sua descrença na capacidade da equipe de completar o próximo GP da China. A declaração ocorreu após um domingo, 8, desastroso no GP da Austrália, onde tanto o espanhol quanto seu colega Lance Stroll foram forçados a abandonar a prova devido a falhas críticas na unidade de potência da Honda.
O chefe técnico da equipe, Adrian Newey, revelou na última quinta-feira, 5, detalhes perturbadores sobre o comportamento do AMR26. Segundo o engenheiro, as vibrações transmitidas pelo volante eram tão intensas que os pilotos corriam o risco de sofrer danos nos nervos caso permanecessem na pista por mais de 25 voltas consecutivas. Essa falha estrutural, somada ao estoque limitado de baterias — duas das quatro levadas a Melbourne já falharam —, justifica a preocupação de Alonso para o fim de semana em Xangai, já que novas peças só devem chegar em volume maior para a etapa posterior.
Ver essa foto no Instagram
Risco de cancelamentos no calendário da F1
Questionado pela Sky Sports sobre a possibilidade de cruzar a linha de chegada na China, o veterano de 41 anos foi contundente: “Acho que isso seria otimista, mas podemos ao menos tentar”. O piloto ponderou que o time precisará assumir riscos elevados no domingo chinês para preservar componentes visando o GP do Japão, casa da Honda. Enquanto isso, os bastidores da categoria também observam com apreensão o conflito no Oriente Médio; os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã colocam em xeque a realização das provas no Bahrein e na Arábia Saudita.
Por outro lado, o discurso da fornecedora de motores tenta amenizar a crise. Shintaro Orihara, representante da Honda, afirmou que os dados coletados na Austrália mostram uma redução nas vibrações das baterias e que Melbourne foi “mais um passo na direção certa”. Mesmo assim, a prioridade da equipe para a próxima semana será puramente a coleta de dados e o aumento da quilometragem.
