A Fórmula 1 muda as regras de pit stops e promete encerrar as polêmicas táticas que travaram o pelotão nas últimas temporadas, devolvendo a agressividade aos pilotos já no GP da Austrália. No último sábado, 28, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) oficializou a derrubada da norma que exigia ao menos duas paradas obrigatórias. A medida, que forçava o uso de três tipos de pneus, acabou gerando um efeito negativo: competidores conduziam em ritmo lento para preservar borracha, enquanto escuderias menores criavam verdadeiros bloqueios para favorecer parceiros de equipe.
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Fim da “fila indiana”
O maior impacto da nova diretriz técnica será a devolução da autonomia às equipes para decidir quantas vezes visitarão os boxes na abertura do campeonato de 2026. Pilotos como George Russell, da Mercedes, foram vozes críticas ao modelo anterior, já que o britânico chegou a aceitar punições e forçar manobras arriscadas apenas para escapar do congestionamento tático imposto pelos rivais. Com a mudança, a expectativa é que a corrida em Melbourne recupere o dinamismo, eliminando o incentivo ao gerenciamento excessivo de velocidade.
Cadillac no grid força ajustes no cronograma
Além da questão dos pneus, a FIA precisou ajustar o formato das sessões de sábado devido à chegada da Cadillac como nova escuderia no grid. A partir de agora, o treino classificatório terá seis pilotos eliminados tanto no Q1 quanto no Q2, garantindo que apenas os 10 mais velozes avancem para a fase final. Para comportar a nova dinâmica e dar mais tempo de pista aos competidores, a duração do Q3 foi estendida de 12 para 13 minutos, permitindo voltas rápidas mais decisivas na briga pela pole position.
A entrada da 11ª equipe acelerou a necessidade dessa reformulação estrutural, visando manter a competitividade e a clareza das transmissões. A FIA acredita que, ao eliminar a barreira dos dois pit-stops, o GP da Austrália servirá como o laboratório perfeito para avaliar se a liberdade de escolha resultará em ultrapassagens reais ou em novas variações táticas. O foco central é impedir que o espetáculo seja prejudicado por manobras de bloqueio deliberado, que marcaram negativamente os anos de 2024 e 2025.