Nesta quarta-feira, 25, a Uefa negou oficialmente o recurso do Benfica e reafirmou a suspensão de Prestianni para o duelo decisivo contra o Real Madrid. O atacante argentino, acusado de proferir insultos racistas contra Vinicius Júnior no jogo de ida, chegou a viajar com a delegação para a Espanha, mas terá que cumprir o afastamento imediato determinado pelo Órgão de Apelação da entidade.
Denúncia de Vini Jr.
A polêmica que resultou na suspensão começou na última segunda-feira, 23, quando a Uefa anunciou a sanção provisória por “comportamento discriminatório”. Durante o primeiro confronto entre as equipes, Vini Jr denunciou ter sido chamado de “macaco” pelo adversário em meio a uma confusão após o gol merengue. Em nota oficial emitida hoje, a Uefa foi direta: “O Sr. Gianluca Prestianni permanece suspenso provisoriamente para a próxima partida de competição de clubes da UEFA para a qual estaria apto a jogar”.
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Embora o afastamento atual seja de apenas uma partida, o caso está longe de um desfecho. A entidade máxima do futebol europeu garantiu que as investigações continuam e novas punições podem ser aplicadas conforme o desenrolar do processo. Vale lembrar que o Código Disciplinar da Uefa estabelece uma pena mínima de 10 jogos para casos comprovados de racismo, o que pode tirar o jovem argentino de combate por um longo período caso a acusação seja confirmada em definitivo.
Além da situação individual do atleta, o Benfica também corre riscos coletivos previstos no Artigo 14 do regulamento. Durante a mesma partida, torcedores do clube português foram flagrados realizando gestos racistas e imitando macacos em direção ao gramado. Se o envolvimento dos apoiadores for punido, o time pode sofrer sanções que vão desde multas pesadas até o fechamento de setores do estádio.
