Com a rotina cada vez mais acelerada, academias se tornaram espaços de grande circulação ao longo do dia. Máquinas, pesos e colchonetes passam por dezenas de mãos em poucas horas, e é justamente essa dinâmica que exige atenção redobrada dos praticantes quando o assunto é higiene.
Pesquisas recentes mostram que superfícies comuns de academias podem concentrar bactérias capazes de causar infecções de pele, olhos e vias respiratórias. Esteiras, bicicletas ergométricas e pesos livres aparecem com frequência entre os equipamentos mais contaminados, sobretudo quando não há limpeza adequada entre um uso e outro.
Para a infectologista Renata Zorzet Manganaro de Oliveira, o risco não está apenas na presença dos microrganismos, mas na forma como as pessoas se expõem a eles: “Quem tem pequenos cortes, feridas ou imunidade baixa precisa ter cuidado maior. O contato direto com superfícies contaminadas pode facilitar o surgimento de infecções”.
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O alerta também vale para regiões mais sensíveis do corpo. O oftalmologista Marcelo Taveira chama atenção para o hábito comum de tocar o rosto durante o treino: “O simples ato de coçar os olhos com as mãos sujas pode ser suficiente para transmitir vírus e bactérias, aumentando o risco de conjuntivite”.
Segundo os especialistas, a prevenção é simples e depende mais de rotina do que de tecnologia: limpar os aparelhos antes do uso, utilizar toalha própria, higienizar as mãos e trocar a roupa após o treino reduzem significativamente os riscos. Com esses cuidados, a academia segue sendo um ambiente de saúde, e não um problema para ela.





