No início da temporada, o uruguaio Ronald Araújo se afastou dos jogos do Barcelona, entre novembro e janeiro, para cuidar de sua saúde mental. O zagueiro de 26 anos detalhou como foi esse processo e revelou o apoio recebido do brasileiro Vinícius Júnior.
“Recebi apoio de muitas pessoas, mas houve uma ligação que me marcou muito. Foi a do Vinícius. Ele se preocupou comigo como pessoa, não como rival. Não estava bem há muito tempo, talvez mais de um ano e meio. A gente tenta ser forte, mas eu sentia que não estava bem. Não só no esporte, mas também na minha família e vida pessoal“, disse Ronaldo Araújo em entrevista ao jornal espanhol Mundo Deportivo.
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— FC Barcelona (@FCBarcelona) February 10, 2026
Ronald Araújo: “Não me sentia eu mesmo”
A decisão de se afastar dos gramados aconteceu após o zagueiro ser expulso durante a derrota do Barcelona diante do Chelsea, pela Champions League, no dia 25 de novembro.
“Eu não me sentia eu mesmo, e foi aí que a ficha caiu e eu disse: “Tem alguma coisa errada, preciso falar e pedir ajuda. Houve momentos em que eu não me sentia eu mesmo. Não era apenas futebol. Era algo que já estava impactando minha vida fora de campo. Eu vinha lidando com ansiedade há um ano e meio, que se transformou em depressão, e eu estava jogando assim. Isso não ajuda, porque em campo você não se sente você mesmo. Você sabe o seu valor e o que pode contribuir em campo, e quando eu não me sentia bem, eu sabia que algo estava errado“, contou Ronaldo Araújo.
Nesse período, o uruguaio viajou para locais religiosos, como Jerusalém e Belém, e passou um tempo com a família em seu país natal. Ronald Araújo retornou aos gramados no dia 11 de janeiro, quando o Barcelona bateu o Real Madrid e conquistou a Supercopa da Espanha.
“Aprendi muito nesse tempo. Me sinto diferente, mais feliz. Consigo aproveitar o que faço, que é jogar futebol, e isso ajuda bastante. Você passa a ver as coisas de outro ponto de vista. Sinto que o pior já passou. Durante o tempo em que parei, pude trabalhar com profissionais, com minha família e também espiritualmente, que era o que eu precisava. Me sinto uma pessoa diferente”, finalizou.





