O Flamengo enfim “desencantou” no Brasileirão. Em uma noite de alta voltagem no Barradão, o Rubro-Negro carioca superou o Vitória e a pressão da torcida baiana para somar seus primeiros três pontos na competição. Após o apito final, o técnico Filipe Luis não escondeu o alívio, mas manteve o tom exigente que se tornou sua marca registrada à frente do clube.
Um dos pontos altos da coletiva foi a análise tática sobre o setor de criação. Questionado sobre a liberdade de Lucas Paquetá no esquema, Filipe Luis foi direto e “papo reto”, característica que agita as redes sociais da Nação. Para o técnico, ninguém tem cadeira cativa sem sacrifício defensivo.
“O Paquetá, quando trouxemos, sempre pensamos para ele jogar na meia. Quando veio, tínhamos seis volantes. O Allan saiu. Não precisávamos de volante, pensamos nele como meia. É a posição como jogou em todas posições no West Ham. A diferença é que, às vezes, precisará marcar como um extremo“, alertou o treinador, em coletiva.
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Filipe Luis e a sequência do Flamengo
A vitória por 2 a 1 (placar que se repetiu pela sétima vez nos últimos confrontos em Salvador) mantém um tabu histórico: o Vitória não vence o Flamengo em casa desde 2013. Para Filipe Luis, o resultado é um divisor de águas após um início de temporada oscilante entre o Carioca e as primeiras rodadas do nacional.
O Flamengo agora retorna ao Rio de Janeiro para uma sequência no Maracanã, onde espera embalar de vez no Brasileirão. Com a “primeira vitória” garantida, Filipe Luis ganha fôlego para implementar suas ideias e gerir um elenco recheado de estrelas sob a vigilância constante da maior torcida do mundo.





