O interesse de atletas em investir em clubes surge da combinação entre altos ganhos financeiros e maior profissionalização do esporte. Com carreiras mais curtas e rendimentos concentrados, muitos buscaram formas de manter relevância e segurança financeira após a aposentadoria.
Quais fatos poucos conhecem sobre esse tipo de investimento?
Um ponto pouco discutido é que muitos atletas entram como sócios minoritários. Isso reduz riscos e permite aprendizado gradual sobre gestão esportiva, marketing e governança, áreas distantes da rotina competitiva.
Além disso, vários investimentos são feitos por meio de fundos ou grupos empresariais. Dessa forma, o atleta usa sua imagem como ativo estratégico, sem necessariamente assumir o controle direto do clube.

Quem são os atletas mais conhecidos que viraram donos de clubes?
David Beckham, da Inglaterra, tornou-se coproprietário do Inter Miami, dos Estados Unidos. O projeto transformou a franquia em um dos nomes mais midiáticos da MLS, combinando marketing global e estratégia esportiva.
Outro caso relevante é Ronaldo Nazário, do Brasil, que adquiriu participação majoritária no Real Valladolid, da Espanha, e posteriormente no Cruzeiro, também do Brasil. Sua atuação reposicionou os clubes em termos financeiros e institucionais.
Como atletas ainda em atividade entram nesse mercado?
Alguns atletas optam por investir antes mesmo da aposentadoria. LeBron James, dos Estados Unidos, tornou-se acionista do Liverpool, da Inglaterra, por meio do grupo Fenway Sports Group, ampliando sua influência além da NBA.
Outro exemplo é Kylian Mbappé, da França, que investiu em startups e projetos ligados ao esporte, preparando terreno para futura atuação como dirigente ou proprietário após encerrar a carreira. Abaixo você pode ver a relação de James com o Liverpool, postado no perfil @daznfootball no Instagram
Como esse movimento influencia a gestão dos clubes?
A presença de ex-atletas costuma alterar a cultura interna. Experiência de vestiário, entendimento do calendário e sensibilidade com jogadores ajudam na tomada de decisões esportivas.
Por outro lado, desafios surgem quando a gestão emocional se sobrepõe à racional. Casos de sucesso mostram que o equilíbrio entre paixão e profissionalismo é decisivo para a sustentabilidade do clube.
Quais mitos cercam atletas investidores no esporte?
Um mito comum é acreditar que fama garante boa gestão. Diversos projetos fracassaram por falta de planejamento, mesmo com nomes consagrados à frente.
Outro equívoco é imaginar que todo atleta busca controle total. Muitos preferem papéis estratégicos, focados em imagem, relações institucionais e expansão de marca.
Como esses investimentos impactam a imagem pública do atleta?
Investir em clubes amplia o capital simbólico do atleta. Ele passa a ser visto como líder, empresário e agente de transformação, não apenas como ex-jogador.
Contudo, crises esportivas ou financeiras também afetam sua reputação. Decisões impopulares podem gerar desgaste com torcedores e mídia especializada.
Qual é o impacto desse fenômeno para as novas gerações?
Atletas mais jovens passaram a enxergar a carreira de forma mais estratégica. Educação financeira, assessoria jurídica e visão empresarial ganharam espaço na formação esportiva.
Esse cenário indica um futuro onde jogadores não apenas atuam no esporte, mas também controlam parte de sua estrutura econômica e institucional.
O que podemos aprender com atletas que investiram em clubes?
Os casos mostram que o esporte moderno exige visão além do desempenho. Planejamento, diversificação e profissionalização são fundamentais para carreiras duradouras.
O investimento em clubes revela uma mudança de mentalidade: atletas deixaram de ser apenas peças do sistema para se tornarem parte ativa de sua construção e governança.





