Na noite desta segunda-feira, 2, Tandara Caixeta, campeã olímpica com a Seleção Brasileira de vôlei em 2012, anunciou sua aposentadoria das quadras aos 37 anos. A oposta cumpria uma suspensão por doping desde julho de 2021.
“Hoje, venho em busca das palavras que possam expressar a imensidão dos sentimentos que brotam em meu coração. Após anos dedicados a esta linda e apaixonante modalidade, chegou o momento de me despedir das quadras, que me viram crescer, lutar e conquistar. Ao longo da minha carreira, tive a honra de representar o Brasil em diversas competições, vestindo a camisa da seleção e contribuindo para o esporte que amo. Foram anos de muito trabalho, suor, emoções e, principalmente, amizades que levarei para toda a vida. Cada vitória foi um reflexo do esforço coletivo, cada derrota, uma lição aprendida. Lembro-me de cada treino, cada jogo, cada torcida vibrando nas arquibancadas. Foi dentro da quadra que aprendi sobre perseverança, disciplina e espírito de equipe. Cada momento vivido foi essencial para me tornar não apenas uma atleta, mas uma pessoa melhor”, escreveu nas redes sociais.
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Suspensão de Tandara por doping
Durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) anunciou que Tandara foi pega no exame antidoping pelo uso de Ostarina. Ela deixou a vila olímpica e foi suspensa preventivamente.
Em 2022, a oposta foi condenada a quatro anos de suspensão pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem. No ano passado, Tandara disputou o Campeonato Brasileiro Master, torneio amador de vôlei, e descumpriu a pena imposta pela ABCD. Assim, a jogadora teve a pena prolongada por mais dois anos.
Carreira com a Seleção Brasileira
A principal conquista da carreira de Tandara foi a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012. Além disso, com a Seleção Brasileira, ela ainda faturou o bronze no Mundial de 2014, três títulos de Grand Prix, uma Copa dos Campeões e o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011. A oposta também teve passagens por Osasco, Sesc-Flamengo e Minas.
“Quero agradecer sinceramente a todos que fizeram parte dessa jornada. À minha família, que sempre me apoiou incondicionalmente; aos treinadores que me orientaram e incentivaram a seguir meus sonhos; às minhas companheiras de time, e a todos os torcedores, que sempre acreditaram em mim e nas minhas conquistas. Enquanto encerro este capítulo da minha vida, levo comigo memórias que ficarão para sempre gravadas em meu coração. Estou ansiosa por novos desafios e pela oportunidade de continuar contribuindo para o esporte, agora de uma forma diferente. Espero inspirar jovens atletas e compartilhar um pouco da minha experiência e amor pelo vôlei. Superar 8 anos e mesmo assim continuar parece ser tão longe e impossível, a cada dia é morrer um pouquinho. Acredito que os laços que construí aqui não se romperão, e sempre estarei à disposição do vôlei e de todos que desejam seguir este caminho. Obrigada por tudo!”, finalizou.





