As regras de patinação no gelo são responsáveis por transformar movimentos aparentemente livres em uma competição altamente técnica, organizada e reconhecida internacionalmente. Elas determinam desde o tipo de salto permitido até a forma como juízes avaliam cada apresentação.
Criadas e atualizadas por entidades esportivas globais, essas normas garantem segurança, justiça e comparabilidade entre atletas, seja em competições amadoras, seja nos grandes eventos transmitidos para o mundo inteiro.
O que são as regras de patinação no gelo?
As regras de patinação no gelo formam um conjunto de diretrizes que orientam como o esporte deve ser praticado e avaliado. Elas são definidas pela International Skating Union (ISU), entidade fundada em 1892, com sede na Suíça, e reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).
Essas normas estabelecem padrões para competições oficiais em diferentes modalidades, como patinação artística, patinação de velocidade e dança no gelo. Além disso, servem como base para federações nacionais, inclusive a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG).
Segundo a própria ISU, o objetivo das regras é “assegurar igualdade de condições, segurança dos atletas e clareza na avaliação técnica” (fonte: site oficial da ISU, abrir em nova aba).

Quais modalidades seguem regras específicas?
Embora compartilhem o mesmo ambiente, as modalidades têm regulamentos distintos. Na patinação artística, por exemplo, as regras são mais detalhadas, pois envolvem julgamento técnico e artístico. Já na patinação de velocidade, o foco está no tempo e no cumprimento do percurso.
Na patinação artística, as normas definem:
- Tipos de saltos reconhecidos, como Axel, Lutz e Salchow
- Número máximo de elementos por programa
- Duração mínima e máxima das apresentações
- Penalidades por quedas, repetições excessivas ou movimentos proibidos
Por outro lado, na dança no gelo, as regras de patinação no gelo limitam saltos altos e priorizam sincronia, interpretação musical e precisão nos passos.
Como funciona o sistema de pontuação?
Um dos pontos que mais geram curiosidade é o sistema de avaliação. Desde meados dos anos dois mil, a ISU adotou o chamado International Judging System (IJS), criado para tornar as notas mais objetivas.
Nesse modelo, cada elemento executado recebe um valor base. Em seguida, os juízes aplicam ajustes positivos ou negativos conforme a qualidade da execução. Além disso, há uma nota específica para componentes do programa, como interpretação, coreografia e transições.
De acordo com a ISU, esse sistema reduziu a subjetividade e aumentou a transparência nas competições internacionais. Reportagens do G1 e da CNN Brasil já destacaram como essa mudança alterou o perfil dos atletas, que passaram a buscar maior equilíbrio entre técnica e expressão.
Quais são os principais elementos permitidos?
As regras de patinação no gelo organizam os elementos em categorias bem definidas. Antes de qualquer competição, os atletas precisam apresentar programas que respeitem essas exigências.
Entre os elementos mais comuns estão:
- Saltos simples, duplos, triplos ou quádruplos, conforme a categoria
- Giros em diferentes posições, com tempo mínimo de rotação
- Sequências de passos que ocupam áreas específicas da pista
- Combinações obrigatórias, que unem saltos ou giros em sequência
Cada detalhe é fiscalizado. Um salto com rotação incompleta, por exemplo, pode ser desvalorizado, afetando diretamente a nota final.
Por que as regras são essenciais para o futuro do esporte?
As regras de patinação no gelo não servem apenas para punir erros, mas para orientar o desenvolvimento da modalidade. Elas equilibram inovação e segurança, permitindo que novos movimentos surjam sem comprometer a integridade dos atletas.
Ao mesmo tempo, garantem que o público consiga comparar performances de épocas diferentes, mantendo a credibilidade das competições. Entender essas normas é, portanto, uma forma de valorizar ainda mais cada apresentação sobre o gelo.





