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Tênis / MAIS IGUALDADE!

Bia Haddad assume a 10ª colocação no ranking mundial e faz pedido

Após fazer uma campanha memorável em Roland Garros, Bia Haddad entrou para o top-10 mundial, mas desabafou e fez pedido importante sobre o tênis brasileiro

Gustavo Aurélio
por Gustavo Aurélio

Publicado em 11/06/2023, às 13h54

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Bia Haddad assume a 10ª colocação no ranking mundial e faz pedido - Getty Images
Bia Haddad assume a 10ª colocação no ranking mundial e faz pedido - Getty Images

A histórica campanha de Bia Haddad Maia em Roland Garros a colocou nos holofotes do tênis mundial. Além do reconhecimento dentro da quadra, que a levou a 10ª colocação do ranking mundial, a brasileira chamou atenção para uma luta muito importante no esporte, que é construída nos bastidores: a igualdade de gênero.

Após a participação que irá ser lembrada por muitas gerações, Bia chamou atenção para uma defasagem de torneios e investimentos para as mulheres no tênis brasileiros, pontos que devem ser melhorados. “A gente está num momento em que poderia acolher mais o esporte feminino no Brasil. No masculino você vê um monte de torneios challenger, no feminino não”, disse a tenista.

A número 10 do mundo lembrou que o tênis feminino vem se destacando muito e trazendo ótimos resultados para o Brasil, mas o reconhecimento e tratamento não é o mesmo. “Então, estamos merecendo. Existe uma estrutura machista estrutural da sociedade que a gente vive. Isso não é do tênis, não é do esporte, é do mundo”, disse a tenista ao ‘Esporte Espetacular’, da TV Globo.

Tratando de grandes nomes do esporte brasileiro, Bia citou uma amiga que fez neste meio e que segue sendo uma grande inspiração. “Eu tenho uma amiga, que á a Ana Marcela, da maratona aquática, que talvez seja a melhor mulher atleta que a gente tenha atualmente. É impressionante o que ela fez, o que ela faz e talvez ela ainda não tenha sido totalmente valorizada como deve”, contou.

Bia Haddad durante duelo em Roland Garros (Crédito: Getty Images)
Bia Haddad durante duelo em Roland Garros (Crédito: Getty Images)

Por fim, a paulista de 27 anos finalizou dizendo que essa luta não vai parar e irá continuar fazendo o que pode para ajudar a mudar essa realidade. “Quando a gente fala de igualdade, é apenas o que deveria acontecer. Acho que a gente tem que lutar para ser igual, sendo mulher, sendo homem ou sendo aquilo que quer ser”, afirmou a top-10 mundial.