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Futebol / ACEITOU!

Justiça aceita pedido de Mayke para receber parte do salário de Willian

Lateral do Palmeiras tenta recuperar quantia milionária que investiu e perdeu; Willian Bigode segue como réu no processo do ex-companheiro de time

Henrique Cesar Mello
por Henrique Cesar Mello

Publicado em 06/09/2023, às 20h01

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Mayke - GettyImages
Mayke - GettyImages

A Justiça aceitou o pedido feito pela defesa do jogador do Palmeiras, Mayke, no processo movido contra o jogador do Athletico Paranaense, Willian Bigode, para o bloqueio de 30% do salário do atacante, em busca de recuperar parte do valor investido pelo lateral em uma empresa de investimentos de criptomoedas.

O pedido foi aceito nesta quarta-feira, 6, pelo juiz Christopher Alexander Roisin, do Tribunal de Justiça de São Paulo. No mês passado, o meio-campista do Olympiacos, Gustavo Scarpa, que também investiu e não conseguiu recuperar seu dinheiro, teve o mesmo pedido negado duas vezes.

“Não se sabe qual é a remuneração paga ao réu Willian, jogador de futebol da Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol Masculino, multicampeão por diversos clubes nacionais. De toda forma, considerando os padrões salariais habitualmente praticados nos clubes brasileiros que participam das competições nacionais de elite -- entre os quais o Fluminense e o Athletico Paranense --, é certo que seu sustento digno não será prejudicado pelo deferimento do arresto no patamar de 30% da remuneração líquida”, afirma um trecho da decisão do juiz.

Em uma conversa com o GE, a defesa do atacante do Athletico Paranaense disse que buscará “corrigir os equívocos na decisão proferida para que seja feita a penhora das pedras de alexandrita”, de propriedade da Xland e usadas como garantia no investimento dos jogadores. “É de conhecimento público a existência das pedras de alexandrita que é patrimônio da Xland, empresa qual o autor efetivamente firmou contrato, o que nos espanta é a rejeição de penhora do único patrimônio da real devedora que ao menos documentalmente atesta-se, possuir valor muito superior à quantia cobrada judicialmente”, afirmaram.

“Nos utilizaremos dos meios processuais adequados a oportunizar o Magistrado a promover a correção dos equívocos que constam na decisão proferida, caso porventura, o posicionamento seja reafirmado, nos valeremos do recurso cabível a fim de que o Tribunal de Justiça promova a reforma da decisão”, comentou Bruno Santana, advogado de Willian.