A recomendação de beber dois litros de água por dia se popularizou como regra universal, mas especialistas alertam que essa orientação não serve para todos os corpos nem para todas as rotinas. A quantidade ideal de água varia conforme fatores como idade, peso, nível de atividade física, clima e até alimentação.
O corpo humano possui mecanismos eficientes para sinalizar a necessidade de hidratação. A sede continua sendo um dos principais indicadores, embora muitas pessoas a ignorem ao longo do dia. Outros sinais de desidratação incluem urina escura, fadiga, dor de cabeça e dificuldade de concentração.
Por outro lado, o consumo excessivo de água também pode ser prejudicial. Em casos extremos, beber grandes volumes em pouco tempo pode levar à hiponatremia, condição caracterizada pela diluição do sódio no sangue, que afeta o funcionamento muscular e neurológico. Embora rara, a situação costuma ocorrer quando a ingestão não respeita as reais necessidades do organismo.
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A hidratação adequada também depende do contexto. Pessoas que praticam exercícios físicos, vivem em regiões mais quentes ou consomem muitos alimentos ultraprocessados podem precisar de mais líquidos. Já quem mantém uma dieta rica em frutas, legumes e verduras naturalmente ingere água por meio dos alimentos.
Mais do que seguir números fixos, o ideal é observar o próprio corpo e manter uma ingestão distribuída ao longo do dia. A hidratação equilibrada contribui para o bom funcionamento dos rins, melhora o desempenho físico e cognitivo e auxilia na regulação da temperatura corporal, sem excessos e sem regras rígidas.





