A opção da CBF por ignorar o aniversário de Neymar não é apenas um deslize de redes sociais. É um sintoma de como a entidade, muitas vezes, se distancia da própria história que ajudou a construir. Em um futebol cada vez mais guiado por conveniências institucionais e narrativas do momento, apagar simbolicamente um dos maiores nomes da seleção brasileira soa mesquinho. Não se trata de idolatria cega, mas de respeito histórico.
Neymar não é um personagem lateral da amarelinha; ele é um capítulo central.
É verdade que Neymar divide opiniões. Seu estilo, suas escolhas fora de campo e até sua postura em determinados momentos sempre renderam debates acalorados. Mas há algo que precisa estar acima de gosto pessoal: o peso de sua trajetória com a camisa da seleção. Artilheiro histórico, protagonista em Copas, líder técnico em diferentes gerações e referência internacional em um período de transição do futebol brasileiro.
Neymar sustentou a seleção quando o talento coletivo já não era tão abundante quanto em outras eras. Isso não é opinião! É dado, é fato, é história.
Ao silenciar diante de uma data simbólica, a CBF perde a chance de valorizar sua própria memória e reforça a impressão de que trata seus ídolos conforme a conveniência do presente. Neymar pode ser debatido, questionado e até criticado, como qualquer grande figura do esporte.
Mas sua importância para a amarelinha transcende preferências pessoais e disputas narrativas. Ignorá-lo não o diminui, apenas empobrece a instituição que deveria ser a guardiã da história da seleção brasileira.
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