É inacreditável como Neymar não tem paz com a camisa do Santos. Depois de ser o salvador e livrar a equipe do rebaixamento no Brasileirão, o craque tem outra missão de vida ou morte. Com péssima campanha neste início de ano, o Peixe corre o risco de cair no Paulistão. Por isso, mesmo retornando de lesão, o camisa dez terá que lidar com a fogueira e tentar apagar o fogo na Vila Belmiro.
A primeira missão acontecerá nesta quarta-feira, 04, quando Neymar vai estar em campo para enfrentar o São Paulo. No entanto, o clássico é válido pelo Brasileirão, onde o Peixe também perdeu na primeira rodada. Mas para depois do clássico, o atacante terá a tarefa mais árdua. Serão dois jogos decisivos para evitar a queda no Paulistão: Noroeste fora de casa e Velo Clube na Vila Belmiro.
No momento, o Santos tem apenas seis pontos somados e com uma vitória. Já o Velo Clube, rival da última rodada, tem quatro. A Ponte Preta tem um. Os últimos dois caem para a segunda divisão do estadual. Fora de campo, o Peixe também vive momento de críticas, com os torcedores cada vez mais revoltados com a diretoria liderada por Marcelo Teixeira e Alexandre Mattos.
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Falando do campo, Neymar não pode ser visto como a única solução. E os jogadores que lá estão também não podem esperar o camisa dez voltar para começar a melhorar o desempenho. O capitão do Santos é um gênio, mas não vive seu melhor momento físico e não joga sozinho. É necessário ter mais respeito com a camisa e entrega, já que a qualidade está em falta no elenco atual.
Neymar não pode salvar o Santos sempre
Muito se fala também sobre a culpa de Juan Pablo Vojvoda. Claro que ele é responsável, a teimosia beira o absurdo muitas vezes. Mas o que ele poderia fazer com os jogadores que têm à disposição? Neymar e Gabigol são as esperanças, mas não conseguem defender e atacar ao mesmo tempo. Precisam de ajuda, da entrega dos demais jogadores, o que até o momento não aconteceu.
A vida do Santos nos últimos cinco anos é tenebrosa. Derrotas, goleadas, rebaixamento e risco de mais quedas. Ao mesmo tempo, a passagem de Neymar ficou marcada por esses momentos de desespero, onde a responsabilidade cai nas costas de quem tem coragem, mas que, infelizmente, não pode resolver todos os problemas de um time inteiro sozinho.





