O protesto da seleção de Senegal após o gol anulado e um pênalti controverso marcado a favor de Marrocos na final da Copa Africana de Nações colocou jogadores e membros da comissão técnica em uma situação delicada às vésperas da Copa do Mundo. A atitude de deixar o campo em forma de contestação à decisão da arbitragem vem sendo avaliada como infração disciplinar grave.
Apesar de Senegal ter conquistado o bicampeonato africano após a disputa em Rabat, o episódio extrapolou o contexto da final. As imagens de atletas e integrantes do banco deixando o gramado, somadas à reação nas arquibancadas, tiveram destaque em veículos de imprensa.
Vai ter punição para Senegal?
A possibilidade de punição a Senegal veio à tona após o pênalti assinalado nos acréscimos, em lance envolvendo Diouf e Brahim Díaz. A decisão do árbitro gerou forte contestação do elenco senegalês, que interpretou o lance como duvidoso e reagiu deixando o campo antes do reinício da partida. O gesto, ainda que simbólico, entrou em choque com normas que exigem permanência em jogo e respeito às decisões da arbitragem.
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De acordo com o regulamento da Copa Africana de Nações, a seleção pode levar multa entre 50 mil e 100 mil euros. Em valores atualizados, isso representa montante significativo para a federação. No entanto, o ponto mais sensível está na possibilidade de suspensão de jogadores e membros da comissão técnica. Isso poderia afetar diretamente a formação do grupo para a Copa do Mundo de 2026.
Quais seriam as sanções?
A discussão sobre a punição a Senegal envolve tanto o regulamento da Confederação Africana de Futebol (CAF) quanto o código disciplinar da Fifa. As medidas possíveis vão além das multas financeiras e podem incluir suspensões individuais e advertências formais à federação. A gravidade atribuída ao ato de abandonar o campo pesa na definição.
“Também é responsabilidade das equipes e dos jogadores agirem de forma responsável e dar o exemplo certo para os torcedores nos estádios e milhões assistindo ao redor do mundo. As cenas feias testemunhadas hoje devem ser condenadas e nunca repetidas. Reiterei que eles não têm lugar no futebol e espero que os órgãos disciplinares relevantes da CAF tomem as medidas adequadas”, disse Gianni Infantino, presidente da Fifa.





