A Argélia, maior país da África em área territorial, não é apenas deserto: é um mosaico de história, cultura e conquistas.
Além de suas paisagens únicas, o país volta aos holofotes com a classificação para a Copa do Mundo de 2026, reforçando sua importância no cenário global — esportivo e histórico.
Argélia e a Copa do Mundo de 2026: um retorno marcante
A seleção nacional da Argélia garantiu sua vaga na Copa do Mundo de 2026, que será sediada pelos Estados Unidos, México e Canadá, após vitória por 3 a 0 sobre a Somália nas eliminatórias africanas.
Com esta conquista, o país assegurou sua quinta participação na história dos Mundiais — tendo disputado as edições de 1982, 1986, 2010 e 2014 — e volta a um campeonato que havia ficado ausente nas duas últimas edições.
Um país de extremos: geografia e biodiversidade
A Argélia abriga cerca de oitenta por cento do deserto do Saara, o maior deserto quente do planeta, com dunas, oásis e formações rochosas impressionantes.
No entanto, além da imensidão arenosa, a nação apresenta ecossistemas variados, incluindo áreas montanhosas e vales férteis, especialmente ao norte, onde a maior parte da população vive.
Raízes milenares e heranças culturais
A história da Argélia remonta a tempos pré-históricos: evidências arqueológicas nos sítios de Ain Boucherit e Ain Hanech mostram ocupação humana com mais de dois milhões de anos.
No sul do país, o parque de Tassili n’Ajjer apresenta milhares de pinturas rupestres datadas de até doze mil anos, retratando cenas de vida e natureza, e é reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.
Conflitos históricos e identidade política
A identidade argelina moderna foi moldada, em grande parte, pela dura Guerra de Independência contra a França, que terminou em 1962 e é lembrada todos os anos em cinco de julho, feriado nacional que celebra a liberdade do país.
Antes disso, no início do século XIX, a então Regência de Argel enfrentou potências europeias e até os Estados Unidos, em eventos que hoje fazem parte da história das relações internacionais.
Curiosidades que vão além dos estereótipos
- Capital histórica religiosa: A Basílica Notre-Dame d’Afrique, em Algiers, construída no século XIX, é um símbolo da coexistência religiosa e um marco arquitetônico impressionante.
- Diversidade cultural: A herança berbere (amazigh) é um componente essencial da identidade nacional, com tradições e língua próprias reconhecidas oficialmente.
- Desafios ambientais: Projetos como a Barreira Verde Argelina buscam conter a expansão do deserto e promover práticas sustentáveis em vastas áreas ameaçadas pela desertificação.
- Futebol com história: A paixão pelo futebol é profunda, e a seleção — apelidada de “Les Fennecs” — já conquistou a Copa Africana de Nações em duas ocasiões, além de marcar presença consistente em torneios internacionais.
Quem vai gostar de conhecer mais sobre a Argélia?
Turistas culturais que buscam civilizações antigas, fãs de futebol acompanhando a rota para a Copa do Mundo de 2026, estudantes de história ou geopolítica interessados em narrativas pós-coloniais, e viajantes aventureiros atraídos por desertos e montanhas. A Argélia é um destino de múltiplas facetas.
Argélia além dos clichés
A Argélia desafia a visão simplista de “país desértico” — sua história, cultura e presença esportiva revelam uma nação dinâmica e multifacetada. Ao voltar ao palco da Copa do Mundo, ela reafirma não apenas sua paixão pelo futebol, mas também sua capacidade de surpreender o mundo com histórias e belezas que merecem ser exploradas.
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