No futebol inglês e em várias competições, jogadores emprestados não podem jogar contra seus clubes de origem por regra explícita. Isso foi formalizado após episódios em que atletas como Lomana LuaLua fizeram gols que alteraram o resultado de partidas importantes contra seus times de origem, levando a mudanças nas normas da Premier League e da Federação Inglesa de Futebol.
Como funciona a regra de não enfrentar o clube cedente?
Nos campeonatos domésticos da Inglaterra, quem está emprestado a outro clube fica inelegível para jogar contra o clube que o cedeu. A regra vale tanto na Premier League quanto em copas nacionais como a FA Cup, bloqueando a escalação em confrontos diretos mesmo que o atleta esteja em boa forma.
Essa restrição também foi aplicada em semifinais da FA Cup quando clubes impediram que atletas cedidos atuassem contra seus donos, como no caso de Conor Gallagher, que não pôde jogar contra o Chelsea quando estava emprestado ao Crystal Palace.
Quais exemplos na história ilustram essa proibição?
Antes da mudança de regra na Premier League, Lomana LuaLua, emprestado pelo Newcastle United ao Portsmouth, marcou um gol decisivo contra seu clube de origem, levando a liga a impedir que empréstimos permitissem confrontos diretos novamente.
Outro exemplo mais recente ocorreu quando jogadores do Everton foram impedidos de enfrentar o Manchester City devido à mesma regra de empréstimo, afetando escalações e estratégias em jogos da liga inglesa.
Em quais ligas e competições essas proibições variam?
Embora a Premier League e FA Cup tenham regras rígidas sobre atletas emprestados não enfrentarem seus clubes de origem, outras ligas e competições têm abordagens diferentes. A UEFA, por exemplo, não permite que clubes imponham restrições sobre a participação de jogadores emprestados em competições europeias, desde que o regulamento não o proíba explicitamente. Isso permitiu que atletas como Marco Asensio atuassem contra seu clube de origem, o Paris Saint-Germain, na Uefa Champions League. A publicação abaixo mostra Asensio em partida pelo PSG postada em seu Instagram.
Na La Liga, a chamada fear clause (cláusula do medo) ainda é legal, permitindo que clubes e jogadores acordem condições que impeçam um atleta de enfrentar seu time de origem — ou, em alguns casos, que cobrem uma taxa para permitir sua participação.
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Quais outros casos curiosos relacionados a essa lógica existem?
Há situações em que a proibição não está na regra da liga, mas no próprio contrato, como ocorre em alguns empréstimos na liga espanhola, onde clubes como o FC Barcelona colocaram cláusulas que restringem jogadores cedidos a rivais diretos em partidas de campeonato.
Essas cláusulas — que muitas vezes têm nome de fear clause — podem ser uma ferramenta estratégica, mas também levantam questões sobre a liberdade de trabalho dos jogadores e a competitividade esportiva quando clubes grandes buscam proteger seus interesses.
O que podemos aprender com essas proibições contratuais?
A existência de jogadores proibidos de jogar em rivais por contrato mostra como regras e cláusulas contratuais moldam a dinâmica competitiva no futebol profissional. Em ligas como a inglesa, a regra vem de uma tentativa de equilibrar disputas após incidentes históricos, enquanto em outras como a espanhola, acordos privados ainda permitem restrições negociadas.
Esse fenômeno também impacta decisões estratégicas de clubes e carreira de atletas, exigindo que treinadores e dirigentes considerem não apenas a qualidade técnica, mas também limitações contratuais ao planejar escalações e transferências, reforçando a complexidade jurídica que envolve o futebol moderno.





