Como é escolhido o vencedor do gol mais bonito do ano, o Prêmio Puskás envolve critérios técnicos, votação global e decisões da Fifa. Criado para valorizar a estética do futebol, o prêmio reconhece lances marcantes feitos em qualquer competição oficial ao redor do mundo. O processo combina análise especializada, voto popular e regras bem definidas.
Qual é a origem do Prêmio Puskás?
O Prêmio Puskás foi criado em 2009 pela Fifa em homenagem a Ferenc Puskás, ex-jogador da Hungria, considerado um dos maiores artilheiros da história do futebol. A ideia surgiu para celebrar gols que representassem criatividade, técnica e beleza, independentemente da importância da partida ou do jogador envolvido.
Desde sua criação, o prêmio passou a integrar a cerimônia anual do The Best, normalmente realizada em Zurique, na Suíça, reforçando o caráter global da premiação. O foco nunca foi o número de gols ou títulos, mas sim o impacto visual e técnico do lance escolhido.

Quais critérios técnicos definem um gol elegível?
Para concorrer ao Prêmio Puskás, o gol precisa ter sido marcado em uma partida oficial reconhecida pela Fifa, seja em campeonatos nacionais, continentais ou internacionais. Gols em amistosos informais ou jogos festivos não entram na disputa, o que garante um padrão mínimo de competitividade.
Além disso, a entidade avalia critérios como distância do chute, grau de dificuldade, execução técnica, improviso e contexto do lance. Um voleio de fora da área, por exemplo, tende a ter mais peso estético do que uma finalização simples dentro da pequena área, mesmo que ambos sejam decisivos.
Como funciona a seleção inicial dos gols?
A primeira etapa do processo é conduzida por um painel técnico da Fifa, responsável por analisar centenas de gols marcados ao longo da temporada. A partir dessa triagem, é criada uma lista inicial com cerca de dez a doze lances que se destacaram pelos critérios estabelecidos.
Nessa fase, não há interferência do público. O objetivo é garantir diversidade geográfica, variedade de estilos e equilíbrio entre futebol masculino e feminino, algo que se tornou mais evidente nos últimos anos com vencedoras como Marta, do Brasil, reconhecida pela qualidade técnica de seus gols.
Quem vota para escolher o vencedor do Prêmio Puskás?
Após a divulgação da lista final, a escolha do vencedor passa por um sistema misto de votação. Parte dos votos vem de torcedores do mundo inteiro, por meio do site oficial da Fifa, enquanto outra parte é atribuída a jornalistas especializados, capitães e técnicos de seleções nacionais.
Cada grupo tem peso igual no resultado final, o que impede que apenas a popularidade de um jogador defina o campeão. Assim, um gol marcado em um campeonato menos midiático pode vencer se tiver alto valor técnico, como aconteceu em edições vencidas por atletas fora dos grandes centros europeus.
Quais gols já venceram e por que entraram para a história?
Alguns vencedores do Prêmio Puskás se tornaram emblemáticos. Em 2018, por exemplo, Mohamed Salah venceu com um chute colocado de fora da área pelo Liverpool, em um lance que combinou precisão e contexto decisivo na Premier League. Já em 2021, Erik Lamela ganhou com um gol de letra pelo Tottenham, valorizado pelo improviso e dificuldade técnica.
No futebol feminino, os gols de Marta, vencedora em duas edições, reforçaram a proposta do prêmio de reconhecer a estética do jogo, independentemente do gênero ou da visibilidade da competição. Esses exemplos mostram que o critério central sempre é a beleza do lance, não o status do atleta. O vídeo abaixo do perfil @messaelbarca no TikTok, mostra todos os vencedores do prêmio.
O que podemos aprender com o Prêmio Puskás hoje?
O Prêmio Puskás mostra que o futebol vai além de números, estatísticas e títulos. Ao valorizar o gol mais bonito do ano, a Fifa reforça a importância da criatividade, da ousadia e do talento individual dentro de um esporte cada vez mais tático e físico.
Para novas gerações, o prêmio funciona como um incentivo à imaginação e ao jogo ofensivo. Em um cenário dominado por análises de desempenho e dados, o Prêmio Puskás lembra que a essência do futebol também está no encantamento visual e na emoção causada por um gol inesquecível.





