A história do Napoli tem altos e baixos marcantes: do auge vivido nos anos 1980 e início dos anos 1990, quando Diego Maradona transformou o clube em potência e levou o time a títulos históricos, até a falência em 2004 que surpreendeu o mundo do futebol. Após acumular cerca de €70 milhões em dívidas, o clube foi expulso da Serie A e precisou ser refundado para sobreviver.
O que levou o Napoli ao colapso financeiro?
A crise que derrubou o Napoli foi resultado de anos de má administração, contratos pouco sustentáveis e queda no desempenho esportivo. Quando as receitas diminuíram e as dívidas cresceram, a situação chegou a um ponto insustentável, e o clube não conseguiu mais arcar com seus compromissos.
Mesmo com a história gloriosa construída na era Maradona — período que colocou o clube no mapa mundial — o Napoli entrou nos anos 2000 sem organização financeira, acelerando o colapso que culminou na falência.
Como ocorreu a expulsão do campeonato italiano?
Com dívidas impagáveis e incapacidade de cumprir regras mínimas da federação, o Napoli foi oficialmente retirado da Serie A em 2004. A decisão marcou um dos episódios mais dramáticos da história do clube e deixou torcedores em choque diante de um cenário que parecia impensável anos antes.
A expulsão também obrigou o Napoli a abandonar competições profissionais de elite, abrindo caminho para uma reestruturação profunda e dolorosa.
Quem salvou o Napoli da extinção?
No auge da crise, o produtor Aurelio De Laurentiis entrou em cena adquirindo o espólio do clube e assumindo a responsabilidade por sua reconstrução. Ele refundou o time com o nome “Napoli Soccer”, criando uma gestão mais profissional e com foco absoluto em estabilidade financeira.
Essa nova fase colocou fim ao risco de desaparecimento e estruturou um caminho realista para que o clube pudesse voltar à tradição que um dia brilhou com Maradona.

Como foi a retomada do clube?
O recomeço na Serie C1 exigiu disciplina, planejamento e paciência. O Napoli precisou reconstruir elenco, recuperar credibilidade e lidar com receitas reduzidas, enquanto carregava o peso de ser um gigante vivendo sua fase mais modesta.
A recuperação só foi possível graças a pilares sólidos que sustentaram o retorno às divisões superiores:
- Controle financeiro: política enxuta e prevenção de novas dívidas.
- Contratações eficientes: escolhas acessíveis, mas com potencial real de evolução.
- Gestão profissionalizada: decisões de longo prazo e foco em sustentabilidade.
- Força da torcida: apoio massivo que manteve o clube vivo nos estádios e fora deles.
A trajetória do Napoli prova que até clubes históricos podem ruir, mas também mostra que, com gestão sólida e apoio da torcida, é possível transformar uma queda traumática em um novo começo.





