A Fórmula 1 é famosa por velocidades impressionantes, onde carros e pilotos ultrapassam limites técnicos e humanos. Os recordes de velocidade variam conforme o tipo de medição velocidade máxima em reta, velocidade média por volta ou por corrida. Esses marcos históricos mostram a evolução de motores, aerodinâmica e estratégias de corrida ao longo das décadas, destacando os momentos mais rápidos da principal categoria do automobilismo mundial.
Qual é a maior velocidade oficial registrada?
O recorde oficial de maior velocidade alcançada por um carro de F1 em um fim de semana de Grande Prêmio é de 372,5 km/h (231,4 mph), conquistado por Valtteri Bottas com a Williams FW38 no GP do México de 2016. Essa marca permanece como referência de velocidade máxima em competições oficiais da categoria.
Essa velocidade foi medida por equipamentos oficiais de speed trap instalados pela FIA, o que a diferencia de outros registros em telemetria ou testes privados. Embora existam relatos de velocidades maiores em outras situações, a marca de Bottas é reconhecida oficialmente pela categoria.

E os recordes de velocidade média por volta?
O recorde de velocidade média por volta em um GP foi estabelecido por Max Verstappen durante a qualificação para o GP da Itália em 2025, alcançando cerca de 264,7 km/h na volta mais rápida da história da F1 no Autódromo Nacional de Monza.
Esse recorde de volta média está relacionado a Monza, um dos circuitos mais rápidos do calendário, conhecido por longas retas e poucas curvas lentas. A combinação de baixa resistência aerodinâmica e potência de motor favorece marcas de velocidade média elevadas nesse traçado.
Existem marcas ainda maiores em testes ou treinos?
Sim. Em treinos, especialmente em fins dos anos 2010, equipes e pilotos alcançaram velocidades superiores às oficiais em corridas. Por exemplo, em Baku (2016) a Williams relatou que Bottas chegou a cerca de 378 km/h em telemetria, embora essa marca não seja reconhecida oficialmente pela FIA por não ter ocorrido em uma zona homologada de medição.
Além disso, em testes especiais carros baseados em F1 atingiram velocidades ainda maiores sob condições controladas, como o Honda RA106 que chegou próximo de 397,36 km/h nas planícies de Bonneville Salt Flats, sem regras de corrida.
Como as velocidades evoluíram ao longo do tempo?
Nas décadas de 1980 e 1990, as velocidades máximas em pista começaram a subir com o desenvolvimento de motores turbo e aerodinâmica mais eficiente. A partir dos anos 2000, carros como o McLaren MP4/20 e outros modelos quebraram sucessivos limites de velocidade em pistas como Monza.
Com as mudanças regulatórias nas últimas décadas, como restrições aerodinâmicas e foco em segurança, as velocidades máximas em corrida se estabilizaram, mas ainda assim os carros atuais mantêm picos impressionantes graças a avanços em potência, confiabilidade e pneus de alto desempenho.
Principais recordes de velocidade na F1
Antes de seguir, veja os registros mais marcantes de velocidade na história da Fórmula 1:
- 372,5 km/h — maior velocidade oficial em corrida (Valtteri Bottas, GP do México 2016).
- 378 km/h — velocidade registrada em treino (não oficial) por Bottas em Baku.
- ~264,7 km/h — maior velocidade média de volta (Max Verstappen, Monza 2025).
- ~397,36 km/h — maior velocidade alcançada em teste com carro de F1 modificado (Honda RA106).
- ~321,6 km/h — velocidades comuns de classificação recente em velocidade de trap.
Quais fatores influenciam esses recordes?
A velocidade na F1 não depende apenas da potência do motor. Aerodinâmica, resistência do ar, aderência dos pneus e características do circuito são determinantes. Pistas com longas retas e poucas curvas, como Monza e Baku, favorecem picos de velocidade superiores.
As equipes também ajustam os carros entre configurações de baixa e alta carga aerodinâmica conforme o circuito, privilegiando velocidade máxima ou eficiência em curvas. Essas escolhas estratégicas influenciam diretamente os recordes de velocidade alcançados em cada pista.
Por que esses recordes são importantes?
Os recordes de velocidade na F1 representam o ápice da engenharia automotiva em competição, evidenciando o equilíbrio entre potência, segurança e controle. Eles também refletem a evolução tecnológica das equipes e a capacidade de extrair performance máxima dentro das regras da FIA.
Além disso, esses marcos históricos se tornam referências para fãs e engenheiros, destacando performances extraordinárias de pilotos e carros nas condições mais exigentes do automobilismo mundial.





