A Fórmula 1 como empresa vale aproximadamente 15 bilhões de dólares segundo a mais recente avaliação da Liberty Media, sua controladora desde 2017. Este valor representa o patrimônio líquido do negócio, incluindo contratos de transmissão, acordos comerciais e o valor de marca da categoria. A avaliação quase triplicou desde a aquisição pela Liberty, que pagou 4,4 bilhões de dólares há seis anos.
Como se distribui o valor da Fórmula 1?
O valor da Fórmula 1 divide-se em várias categorias principais, sendo os direitos de transmissão o componente mais valioso. Atualmente, os contratos de TV globais geram cerca de 800 milhões de dólares anuais para o negócio. Os direitos de mídia representam aproximadamente 35% da receita total, seguidos pelos patrocínios globais (25%) e pelas taxas pagas pelos organizadores de Grandes Prêmios (20%).
As dez equipes da categoria representam coletivamente um valor de aproximadamente 12 bilhões de dólares, com a Ferrari sozinha valendo cerca de 3,5 bilhões. O restante do valor distribui-se por contratos de naming rights, licenciamento de produtos e outras receitas auxiliares que compõem o ecossistema financeiro do esporte.
Quanto as equipes valem individualmente?
A Ferrari mantém-se como a equipe mais valiosa da grade, com valuation estimado em 3,5 bilhões de dólares. A escuderia italiana combina valor histórico com negócios paralelos de estrada e tecnologia. Em segundo lugar aparece a Mercedes, avaliada em 2,7 bilhões, seguida pela Red Bull com 2,5 bilhões de valuation.
As equipes do meio da tabela como McLaren (1,8 bilhão) e Aston Martin (1,3 bilhão) mostram valores significativos, enquanto as equipes mais novas como Haas (700 milhões) e Alfa Romeo (650 milhões) completam o grid. Estes valores refletem não apenas o desempenho esportivo, mas também o potencial de receita e o valor de marca de cada construtor.
Qual é o orçamento anual combinado das equipes?
O orçamento total das dez equipes da Fórmula 1 aproxima-se de 2,5 bilhões de dólares anualmente, considerando os tetos orçamentários e despesas excluídas. Desde 2021, a categoria implementou um teto orçamentário de 135 milhões de dólares por equipe para custos relacionados ao desempenho, mas diversas despesas importantes ficam de fora deste limite.
Os motores e unidades de potência representam a maior despesa externa ao teto, com custos anuais de desenvolvimento que podem chegar a 200 milhões por fabricante. Salários de pilotos, diretores técnicos e outras três posições-chave também não entram no cálculo do budget cap, representando despesas adicionais significativas.
Como funcionam os direitos de transmissão?
Os contratos de transmissão da Fórmula 1 geram receitas anuais de aproximadamente 800 milhões de dólares, com acordos distribuídos por mais de 180 territórios. A ESPN nos Estados Unidos paga cerca de 90 milhões anuais pelos direitos, enquanto a Sky Sports no Reino Unido desembolsa 150 milhões anuais. Estes valores refletem o crescimento da audiência global.
O acordo com a TV Globo para 2026 no Brasil, um dos mercados mais tradicionais da F1, garante cerca de 50 milhões de dólares anuais à categoria. Os direitos de transmissão são divididos entre a Liberty Media (65%) e as equipes (35%), seguindo o modelo estabelecido no Acordo Concorde que rege o esporte.
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Qual o valor dos patrocínios globais?
Os patrocínios globais da Fórmula 1 geram aproximadamente 400 milhões de dólares anuais em receita. Empresas como Rolex, Heineken, DHL e AWS pagam entre 30 e 50 milhões de dólares anuais para se associarem à categoria. Estes acordos incluem branding nos circuitos, direitos de hospedagem e presença nas transmissões.
Além dos patrocínios oficiais, as equipes individualmente arrecadam cerca de 1,2 bilhão de dólares em patrocínios anuais. A Red Bull lidera com aproximadamente 250 milhões em receita de patrocínio, seguida pela Ferrari (220 milhões) e Mercedes (200 milhões). Estes valores demonstram o apelo comercial contínuo do esporte.
Quanto os organizadores pagam para sediar GPs?
As taxas de promoção de Grandes Prêmios variam significativamente dependendo do país e do histórico do evento. Circuitos tradicionais como Monaco pagam apenas 20 milhões anuais devido ao seu valor histórico, enquanto novos destinos como Arábia Saudita desembolsam 55 milhões anuais. A média global situa-se em torno de 35 milhões por evento.
O calendário de 24 corridas gera aproximadamente 840 milhões de dólares em receita anual apenas em taxas de promoção. Estes valores justificam-se pela geração de turismo e exposição midiática que cada GP proporciona ao país sede, com retorno econômico que frequentemente supera o investimento inicial.
Que lições o valor da F1 ensina sobre esporte-business?
O sucesso financeiro da Fórmula 1 demonstra como um esporte pode equilibrar tradição e inovação para criar valor sustentável. A estratégia da Liberty Media de expandir para novos mercados enquanto preserva os clássicos mostrou-se financeiramente acertada. O crescimento do esporte prova que investimentos em digitalização e engajamento de fãs geram retorno tangível.
O modelo de negócio da F1 serve como estudo de caso para outras modalidades, mostrando como criar múltiplas fontes de receita interdependentes. Desde os tetos orçamentários que garantem competitividade até a exploração inteligente de direitos de mídia, a categoria construiu um ecossistema financeiro robusto que deve continuar crescendo nos próximos anos.



