A rivalidade começa com Adolf Dassler e Rudolf Dassler, irmãos que cresceram na cidade de Herzogenaurach, na Alemanha, e fundaram juntos uma fábrica de calçados esportivos ainda nos anos trinta. O negócio prosperou rapidamente, impulsionado pela inovação técnica e pelo foco em atletas de alto rendimento.
Como o rompimento familiar levou à criação de duas marcas rivais?
Após conflitos pessoais e profissionais agravados durante a Segunda Guerra Mundial, os irmãos romperam definitivamente a sociedade. Adolf criou a Adidas, enquanto Rudolf fundou a Puma, ambas estabelecidas na mesma cidade, separadas por poucos quilômetros e por uma rivalidade profunda.
Essa divisão não foi apenas empresarial, mas também social. Herzogenaurach passou a ser conhecida como “a cidade dos pescoços baixos”, já que moradores olhavam os sapatos uns dos outros para identificar a qual empresa pertenciam.

De que forma a rivalidade influenciou o patrocínio de atletas?
A disputa entre Adidas e Puma mudou radicalmente o patrocínio esportivo ao transformar atletas em peças centrais de estratégia de marca. Ambas passaram a oferecer contratos exclusivos, incentivos financeiros e desenvolvimento personalizado de produtos para esportistas.
Esse modelo ajudou a consolidar o patrocínio como uma das principais fontes de receita no esporte profissional. A lógica de associar desempenho, imagem e consumo nasceu diretamente dessa rivalidade entre os irmãos Dassler.
Como a briga mudou o design e a tecnologia esportiva?
A competição constante levou as duas empresas a investirem pesado em inovação. A Adidas se destacou pelo desenvolvimento de chuteiras com travas removíveis, enquanto a Puma apostou em leveza e velocidade como diferenciais técnicos.
Essa corrida tecnológica elevou o nível do esporte profissional. Equipamentos passaram a ser pensados como extensões do corpo do atleta, influenciando desempenho, prevenção de lesões e até estilos de jogo.
Quais eventos esportivos foram marcados por essa disputa?
Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e grandes ligas europeias se tornaram palcos indiretos da rivalidade. Em diferentes momentos, atletas patrocinados por marcas concorrentes simbolizavam mais do que talento, mas também posicionamento empresarial.
Um exemplo marcante foi a final da Copa de 1970, quando jogadores patrocinados por Adidas e Puma dividiram atenções. O esporte virou vitrine global para a disputa iniciada dentro de uma família.
Como essa rivalidade influenciou o marketing esportivo moderno?
A briga entre os irmãos fundadores da Adidas e Puma ajudou a criar conceitos hoje comuns, como storytelling de marca, identidade visual forte e associação emocional com atletas e torcedores. O marketing esportivo deixou de ser apenas funcional.
As marcas passaram a vender estilo de vida, pertencimento e narrativa. Essa lógica abriu caminho para outras gigantes do setor e redefiniu a relação entre esporte, consumo e cultura pop.
O que podemos aprender com a rivalidade entre Adidas e Puma?
A história mostra como conflitos pessoais podem gerar impactos globais quando aliados a visão estratégica. A rivalidade forçou inovação constante, profissionalizou o patrocínio esportivo e elevou o papel das marcas no esporte.
Ao mesmo tempo, o caso revela como decisões emocionais moldam mercados inteiros. A briga entre dois irmãos não apenas criou duas empresas, mas ajudou a transformar o esporte em um dos maiores negócios do mundo moderno.





