A rivalidade entre Muhammad Ali e Joe Frazier começou com o seu primeiro encontro em 8 de março de 1971 no Madison Square Garden, em Nova York, quando Frazier derrotou Ali por decisão unânime em quinze rounds, infligindo ao desafiante sua primeira derrota profissional. Esse confronto ficou conhecido como a “Luta do Século” devido à sua magnitude e ao contexto histórico que cercava os lutadores e a sociedade americana da época.
Quais fatos poucos conhecem sobre essa rivalidade?
Poucos sabem que o terceiro duelo entre Ali e Frazier, apelidado de Thrilla in Manila, ocorreu em 1º de outubro de 1975 no Araneta Coliseum em Quezon City, Filipinas, sob condições intensas de calor. A luta durou catorze rounds exaustivos até que a equipe de Frazier pediu que o combate fosse interrompido antes do décimo quinto assalto, dando a vitória a Ali por retire do corner.
Outro aspecto pouco comentado é que essa era uma época em que transmissões de boxe alcançavam audiências globais enormes — estimando-se que cerca de um bilhão de pessoas assistiram ao Thrilla in Manila em todo o mundo, incluindo milhões via pay‑per‑view.

Quem foram as figuras mais marcantes dessa história?
No centro dessa rivalidade estavam dois dos maiores pesos‑pesados de todos os tempos. Muhammad Ali, conhecido como “The Greatest”, era famoso por sua velocidade, movimentos evasivos e personalidade carismática. Ele havia vencido a medalha de ouro olímpica e reconstruído sua carreira após ser penalizado por se recusar a servir no exército dos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã.
Por outro lado, Joe Frazier, apelidado de “Smokin’ Joe”, era reconhecido por sua força, vontade inabalável e gancho esquerdo devastador. A determinação e a coragem de Frazier o tornaram um adversário temido no ringue e uma figura fundamental nessa trilogia histórica.
Como Ali vs. Frazier influenciou a sociedade e cultura do esporte?
Os combates entre Ali e Frazier foram mais do que eventos esportivos; eles refletiram tensões culturais e políticas da época. A “Luta do Século” em Nova York aconteceu em um contexto em que Ali era visto como figura controversa por sua postura contra o recrutamento militar e suas convicções religiosas, enquanto Frazier era associado a valores mais tradicionais.
Além disso, o Thrilla in Manila elevou o boxe a um novo patamar de exposição global. A intensidade física dos pugilistas, lutando sob calor extremo e por títulos mundiais, capturou a atenção de fãs esportivos e da mídia, consolidando a rivalidade como um dos maiores capítulos da história do boxe.
Quais mitos ou equívocos cercam o assunto?
Um equívoco comum é pensar que apenas o terceiro confronto (Thrilla in Manila) é que definiu essa rivalidade. Na verdade, todos os três embates — a “Luta do Século”, o rematch em 1974 e o duelo nas Filipinas — contribuíram para o legado duradouro dos dois atletas.
Outro mito é considerar essas lutas apenas como confrontos físicos. Embora o aspecto atlético fosse impressionante, o impacto cultural e social — incluindo temas de identidade, resistência e igualdade racial — desempenhou um papel significativo no fascínio global por esses embates.
Qual é o impacto para as novas gerações de pugilistas?
Para jovens boxeadores, a trilogia Ali vs. Frazier representa um modelo de dedicação, técnica e coragem. A forma como ambos os lutadores enfrentaram adversidades dentro e fora do ringue é frequentemente estudada em academias e por treinadores do mundo inteiro.
Além disso, fãs contemporâneos de esportes de combate ainda comparam performances de lutadores modernos com os lendários confrontos entre Ali e Frazier, mostrando a influência duradoura desses combates na cultura do boxe e além.





