Max Verstappen, que defende a Red Bull Racing na F1, abriu o jogo a respeito do novo modelo de classificação proposto pela entidade para este ano, que será testado, primeiramente, no GP da Emilia Romagna. Na categoria, serão experimentadas alterações em relação aos pneus na sessão classificatória, visando reduzir o número de jogos da peça de 13 para 11 em um final de semana.
Assim, as equipes não teriam tanta liberdade para escolher o momento de utilização de cada tipo de pneu (entre duros, médios e macios). O atual campeão, contudo, não demonstrou empolgação com a proposta. “Espero que não esteja frio em Ímola, senão vai ser bem traiçoeira (a evolução dos pneus duros no Q1). É o mesmo para todos, mas não acho que precisemos fazer esse tipo de coisa na classificação. Não vejo o benefício disso”, cravou Verstappen.
“É melhor assegurar que todos os carros estão próximos uns dos outros e mais competitivos, em vez de apimentar as coisas dessa forma, que eu creio ser provavelmente pelo espetáculo”. Mario Isola, diretor da Pirelli, reconheceu a eficiência do modelo de trocas atual, mas destacou que os testes serão feitos de maneira gradual, sem interferir no entretenimento gerado nas pistas.
“A logística na F1, ou em qualquer campeonato do automobilismo, é uma parte grande. Nessa discussão, houve uma proposta para diminuir o número de pneus. Obviamente não é fácil, porque temos uma situação atual que funciona bem. (…) Precisávamos tomar uma decisão inteligente, e esta é fazer tudo passo a passo, sem prejudicar o espetáculo”, explicou Isola.

Sergio Pérez, colega de Verstappen na RBR, concordou com o holandês: “Acho que não precisamos disso quando você vê a classificação que tivemos (no GP do Bahrein), quão próximo tudo foi. Não precisamos mudar nada. Vamos ver quando testarmos pela primeira vez. Mas não acho que precisemos mudar algo que está funcionando bem”.
