Vozinha terá de deixar de lado o apelido que o tornou conhecido mundialmente na Copa do Mundo para defender o Colo-Colo. O goleiro cabo-verdiano, cujo nome completo é Josimar José Évora Dias, não pode estampar o apelido no uniforme por causa do regulamento do Campeonato Chileno, que permite apenas sobrenomes dos jogadores nas camisas.
A norma da ANFP (Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile) determina que a identificação dos atletas deve ser feita com o sobrenome paterno e/ou materno, podendo haver a inclusão da inicial do primeiro nome. O regulamento também deixa claro que “não serão permitidos apelidos, alcunhas ou codinomes”.
Por isso, Vozinha teria que escolher entre Évora ou Dias para colocar na parte de trás da camisa. A única possibilidade de manter o nome que marcou sua trajetória seria uma autorização especial da entidade chilena, algo que o Colo-Colo já solicitou formalmente.
O presidente da ANFP, Pablo Milad, confirmou que o pedido será analisado pelo departamento jurídico da federação. “Isso vai ser analisado pelo departamento legal. Já há uma solicitação formal por parte do Colo-Colo”, afirmou o dirigente.
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Apelido nasceu na infância e ganhou fama na Copa
O apelido Vozinha acompanha Josimar José Évora Dias desde a infância. Criado pelos avós Maria Senhorinha dos Santos e Manuel da Luz Moraes, o goleiro recebeu o nome após os amigos brincarem que ele sempre voltava para casa procurando ajuda dos avós depois das disputas de futebol com jogadores mais velhos.
Aos 40 anos, Vozinha virou um dos grandes personagens da Copa do Mundo de 2026, quando ajudou Cabo Verde em sua primeira participação em Mundiais. O goleiro teve papel importante na campanha histórica da seleção africana, que chegou à fase de 16 avos de final.
O reforço do Colo-Colo é aguardado nesta terça-feira, 28, em Santiago, no Chile, para realizar exames médicos e assinar contrato. O vínculo inicial será válido até o fim de 2026, com possibilidade de renovação por mais uma temporada. Segundo a Rádio ADN, do Chile, o goleiro receberá 47 milhões de pesos chilenos por mês, cerca de R$ 254 mil na cotação atual, em contrato de 18 meses.
