A Copa do Mundo de 2026 chega à reta final marcada por grandes jogos e pela estreia do formato com 48 seleções. No entanto, além do espetáculo em campo, o torneio também ficou marcado por uma série de polêmicas envolvendo política, arbitragem, preços elevados, clima extremo e decisões da Fifa.
Política influencia participação de seleções
Um dos principais temas da competição foi a influência da política dos Estados Unidos na organização do Mundial. O caso mais emblemático envolveu o Irã, que precisou ficar hospedado no México durante a fase de grupos, mesmo disputando partidas em território americano, devido às restrições impostas pelo governo dos EUA.
A logística obrigou a delegação iraniana a retornar ao México após os dois primeiros jogos, gerando críticas da equipe. O capitão Mehdi Taremi chegou a afirmar que teve a impressão de que os organizadores desejavam a eliminação da seleção.
Além do Irã, torcedores de países como Haiti enfrentaram dificuldades para obter visto, enquanto cidadãos de nações africanas precisaram arcar com taxas elevadas para entrar nos Estados Unidos.
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Árbitro ficou fora da Copa
Outro episódio chamou atenção antes mesmo da bola rolar. O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, apontado como um dos principais nomes da arbitragem africana, foi impedido de entrar nos Estados Unidos e acabou fora da Copa do Mundo.
O caso levantou debates sobre os impactos das políticas migratórias na realização do torneio.
Trump entra em polêmica envolvendo Balogun
A suspensão do atacante Folarin Balogun também gerou repercussão. Expulso contra a Bósnia, o jogador dos Estados Unidos teria de cumprir suspensão automática nas quartas de final.
Dias depois, a Fifa anulou o cartão vermelho e liberou o atacante para atuar, decisão rara na história da competição. O presidente Donald Trump afirmou ter conversado com o presidente da entidade para pedir uma revisão do caso, embora a Fifa tenha negado qualquer influência política na decisão.
Mesmo com Balogun em campo, os Estados Unidos foram eliminados pela Bélgica, que ironizou o episódio nas redes sociais após a vitória.
Pausas para hidratação dividiram opiniões
Outra novidade da edição foi a adoção obrigatória das pausas para hidratação em todos os jogos.
Embora a medida tenha sido justificada pelas altas temperaturas registradas durante o torneio, ela passou a ser utilizada até em partidas disputadas sob clima ameno ou em estádios cobertos, alimentando críticas de torcedores que apontaram o aumento dos intervalos comerciais.
Ingressos e custos elevados
Os preços também estiveram entre os assuntos mais comentados da Copa. Com a adoção do sistema de precificação dinâmica, alguns ingressos chegaram a valores próximos de R$ 60 mil.
Além das entradas, os custos com transporte e hospedagem dificultaram a presença de torcedores de diversas seleções. Em Nova York, autoridades chegaram a firmar acordos para oferecer alternativas de transporte mais acessíveis durante o Mundial.
Calor extremo preocupa jogadores
As condições climáticas também foram alvo de debates ao longo da competição. Em uma das partidas, autoridades americanas recomendaram o adiamento do confronto entre França e Paraguai devido às temperaturas próximas dos 40°C.
O calor intenso levou a Fifa a reforçar protocolos médicos e voltou a colocar em discussão a realização de grandes competições durante o verão no hemisfério norte.
