Lionel Scaloni ainda não tem permanência garantida no comando da Argentina após a Copa do Mundo, apesar do histórico vitorioso à frente da seleção. O treinador de 48 anos tem contrato até o fim do ano e negocia uma renovação com a Associação de Futebol Argentino (AFA), mas o acordo ainda não foi oficializado.
O técnico chegou ao Mundial com uma sinalização positiva para estender seu vínculo até 2030, segundo informações da imprensa argentina, mas manteve o foco apenas na competição durante a preparação e os jogos. Scaloni afirmou que não comentaria sobre seu futuro antes do fim da participação da equipe no torneio.
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De auxiliar contestado a ídolo da Argentina
Scaloni assumiu a Argentina após a saída de Jorge Sampaoli, depois da eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018. Inicialmente visto como uma aposta, o treinador transformou a seleção em uma das equipes mais vitoriosas da história recente do país.
Desde que assumiu o cargo, conquistou quatro títulos: a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo do Catar e novamente a Copa América, em 2024. Ao todo, acumula 81 vitórias no comando da Albiceleste.
A primeira grande conquista encerrou um jejum de 28 anos sem títulos da seleção principal argentina, com a vitória sobre o Brasil na final da Copa América de 2021, no Maracanã. No ano seguinte, Scaloni levou a equipe ao tricampeonato mundial após 36 anos de espera.
Scaloni alcança marcas históricas
Durante a campanha da Copa do Mundo, Scaloni também entrou para a história ao se tornar o segundo treinador com mais jogos pela Argentina, chegando aos 100 confrontos no comando da seleção.
O recorde ainda pertence a Guillermo Stábile, que dirigiu a equipe em 125 partidas. Além dele, César Luís Menotti, campeão mundial em 1978, também supera Scaloni em tempo à frente da seleção, com nove anos no cargo entre 1974 e 1983.
