A eliminação da Inglaterra para a Argentina na semifinal da Copa do Mundo aumentou a pressão sobre Thomas Tuchel, mas a demissão do treinador alemão não deve acontecer neste momento. Apesar das críticas pelas escolhas táticas e pela virada sofrida por 2 a 1, o contrato e a posição da Federação Inglesa apontam para a permanência do comandante.
Thomas Tuchel assumiu a seleção inglesa em janeiro do ano passado, após a saída de Gareth Southgate, que deixou o cargo depois do segundo vice consecutivo na Eurocopa. O alemão assinou inicialmente um contrato de 18 meses e se tornou o primeiro treinador da Alemanha a comandar a Inglaterra, decisão que já havia gerado repercussão pela rivalidade entre os países. Em fevereiro deste ano, o vínculo foi renovado até a Eurocopa de 2028, que será disputada em solo inglês.
O treinador voltou a ser questionado durante a Copa do Mundo por deixar nomes como Harry Maguire, Phil Foden, Cole Palmer e Alexander-Arnold fora da convocação. As críticas aumentaram após a semifinal, quando a Inglaterra abriu o placar contra a Argentina, recuou na etapa final e sofreu a virada nos acréscimos.
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O que diz o contrato?
O acordo de Tuchel previa uma rescisão amigável apenas se a Inglaterra fosse eliminada ainda na fase de grupos, na segunda fase ou nas oitavas de final. Como a equipe chegou até a semifinal, uma eventual demissão agora exigiria o pagamento de compensação financeira. O contrato também estabelece que, caso o treinador aceite uma proposta melhor, ele será responsável pelo pagamento da multa rescisória.
Segundo o jornal The Athletic, a Federação Inglesa não pretende encerrar o trabalho do técnico. Antes da renovação, Tuchel chegou a ser sondado pelo Manchester United, que buscava um substituto para Rúben Amorim, mas optou por permanecer à frente da seleção. Na Copa, a Inglaterra terminou a fase de grupos na liderança após vencer Croácia e Panamá e empatar com Gana, além de eliminar RD Congo, México e Noruega antes de cair diante da Argentina.
