O Cruzeiro apertou o passo para fechar a contratação de Gabriel Pec junto ao LA Galaxy e, nas últimas horas, a negociação ganhou cara de acordo encaminhado. As conversas começaram há mais de um mês, mas agora avançaram a ponto de deixar todos os lados bastante otimistas com um desfecho favorável. O clube mineiro insistiu mesmo depois da recusa inicial dos norte-americanos e passou a trabalhar em uma engenharia que inclui o Vasco, dono de parte dos direitos econômicos do atacante.
A primeira proposta celeste, rejeitada pelo Galaxy, girou em torno de 8 milhões de dólares (quase R$ 42 milhões) por 100% dos direitos econômicos do ponta. O departamento de futebol cruzeirense não recuou, ajustou a abordagem e buscou outro formato para chegar ao valor desejado pelos norte-americanos.
Essa segunda fase das tratativas destravou a negociação, agora com participação prevista do clube que o formou. Fato que exigiu alinhamento jurídico e financeiro entre as três pontas envolvidas.

O que ainda trava o acordo entre Cruzeiro e LA Galaxy?
O ponto sensível, neste momento, está menos na vontade dos clubes e mais na costura fina dos direitos econômicos que ainda pertencem ao Vasco. Como o time carioca manteve uma fatia do passe quando o atleta saiu para a MLS, qualquer nova venda passa necessariamente por São Januário. O acerto que o Cruzeiro tenta montar precisa contemplar Galaxy, cruz-maltino e o jogador, o que explica o cuidado com a divulgação das cifras.
A manutenção do sigilo sobre os valores indica um estágio mais avançado da conversa, em que a exposição pública poderia atrapalhar correções de rota de última hora. O que se sabe é que a nova proposta não replica o modelo da primeira oferta, que previa a compra total dos direitos. Agora, a participação vascaína entra como peça formal da equação, o que redistribui percentuais e tende a reduzir o impacto nos cofres mineiros.
Por que Gabriel Pec virou prioridade para o Cruzeiro?
Artur Jorge acompanha o rendimento do atacante há algumas temporadas e se declarou entusiasta do talento do jogador, a ponto de tentar levá-lo ao Al-Rayyan, do Catar, à época. A insistência atual, portanto, não é um capricho de ocasião, mas a retomada de uma ideia antiga do treinador, que vê em Pec um perfil capaz de elevar o nível do ataque cruzeirense.
A leitura do comandante se apoia em números consistentes tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Formado no Vasco e profissional desde 2019, o ponta disputou 170 partidas pelo time carioca, com 26 gols e 14 assistências. Em 2024, o Galaxy desembolsou 10 milhões de dólares para tirá-lo de São Januário, investimento que rapidamente se justificou pelo protagonismo construído na MLS.

Trajetória de Gabriel Pec até o interesse do Cruzeiro
Desde que desembarcou em Los Angeles em 2024, o atacante não demorou para se firmar como titular e uma das principais referências ofensivas da equipe. Ele alcançou a marca de 100 jogos pelo clube norte-americano mês passado e, no período, somou 43 gols e 27 assistências. Para um ponta, trata-se de participação direta em gol em ritmo elevado, o que naturalmente chama atenção de quem busca um jogador pronto para decidir jogos com frequência.
No Vasco, a história foi de construção gradual de espaço. O jovem formado em São Januário saiu da base para estrear no profissional em 2019 e, ao longo de 170 partidas, acumulou minutagem, gols e passes decisivos até se transformar em ativo importante para o caixa cruz-maltino.
A venda de 10 milhões de dólares marcou o auge financeiro daquela fase. Agora, a possibilidade de nova negociação recoloca o nome do atacante no centro do mercado, com o Vasco ainda participando do bolo pelos direitos remanescentes.
