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Sem chance: Copa chega a 7 saídas de treinadores e ameaça futuro de gigantes

by Redação
01/07/26 13:30:08
in Giro Sportbuzz
Sem chance: Copa chega a 7 saídas de treinadores e ameaça futuro de gigantes
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A Copa do Mundo de 2026 expôs sua face mais implacável. Antes mesmo do fim da segunda fase, o torneio já soma sete saídas de treinadores de seleções eliminadas, num movimento em que a derrota praticamente anda de braço dado com o fim de ciclo. A demissão mais recente é de Sebastián Beccacece, dispensado do Equador horas depois da queda para o México por 2 a 0, nos 16 avos. O número ainda pode aumentar, pois há uma série de treinadores com vínculo ao fim da competição.

Com contratos terminando ao fim do Mundial, nomes de peso como Mauricio Pochettino (Estados Unidos), Didier Deschamps (Franças) e Julian Nagelsmann (Alemanha) também passam a orbitar essa zona de incerteza. Alguns deixam o comando por decisão da federação, enquanto outros se despedem por decisão própria. O técnico francês, por exemplo, deve encerrar sua passagem após o Mundial, conforme o próprio já indicou.

Já roteiro de Beccacece resume bem o clima desta Copa. O argentino assumiu o Equador em agosto de 2024, fez excelente eliminatórias, classificou a equipe ao mata-mata ao derrotar a Alemanha de virada na última rodada da fase de grupos, mas não resistiu à eliminação para os mexicanos.

Beccacece se despediu dos jogadores ainda no vestiário, na madrugada desta quarta-feira (1º), e se tornou o sétimo nome a deixar o torneio sem segunda chance no comando. Antes dele, Ronald Koeman, da Holanda, já havia pedido demissão após queda diante de Marrocos.

Com a saída de Sebastián Beccacece do Equador, a Copa já acumula sete treinadores que deixaram seus cargos. (Créditos: Divulgação/@LaTri)

Copa do Mundo 2026 e a dança das cadeiras no banco

A Copa do Mundo virou uma espécie de laboratório cruel para treinadores de seleções. Isso porque até 1º de julho, Sabri Lamouchi (Tunísia), Steve Clarke (Escócia), Hong Myung-Bo (Coreia do Sul), Miroslav Koubek (Tchéquia), Marcelo Bielsa (Uruguai), Ronald Koeman (Holanda) e Sebastián Beccacece (Equador) deixaram seus cargos. Todos saíram em contextos bem diferentes, mas com um ponto em comum: a pressão por resultado imediato cortando qualquer margem para conserto de rota.

O caso mais brusco foi o de Lamouchi, que abriu a série de demissões logo na estreia da Tunísia, ao ser goleado pela Suécia por 5 a 1, em partida do Grupo F, em Monterrey, no México. A saída o colocou na história como o primeiro treinador demitido após apenas um jogo de Copa. Para terminar a campanha, a federação tunisiana recorreu a Herve Renard, anunciando o ex-comandante de Marrocos e Arábia Saudita para tocar a seleção até o fim da participação, ainda na fase de grupos.

Quem caiu, como caiu: técnicos derrubados pela Copa

Na Escócia, a ruptura veio em tom mais protocolar, mas com o mesmo fundo de frustração. Depois de não conseguir a classificação para a segunda fase, o treinador Steve Clarke comunicou, em 27 de junho, que deixaria o comando. Ele estava à frente da equipe desde 2019, mas a campanha no Mundial chegou ao fim com a derrota para o Brasil por 3 a 0 e a dependência de outros resultados para avançar como um dos melhores terceiros colocados, cenário que não se concretizou.

Na Coreia do Sul, a história ganhou contorno de crise nacional. Hong Myung-Bo desembarcou no Aeroporto Internacional de Incheon cercado por fortes protestos, depois da eliminação na fase de grupos. O treinador já havia recebido ameaças de morte, e a polícia sul-coreana precisou reforçar o esquema de segurança para sua chegada.

A eliminação sul-coreana causou revolta, e o técnico foi apontado como o principal responsável pela queda. Em discurso duro, o presidente do país, Lee Jae-Myung, atribuiu o fracasso a “falhas organizacionais” e chamou o treinador de “incompetente”. Horas depois, Hong anunciou a saída do cargo.

Na Tchéquia, Miroslav Koubek pediu demissão após uma campanha de um empate e duas derrotas, desempenho que encerrou a participação do time na fase de grupos. Já no Uruguai, Marcelo Bielsa entrou em cena com uma longa coletiva de quase duas horas, na terça-feira (30), logo depois da eliminação precoce também na primeira etapa do torneio. O técnico falou com tom de adeus, mesmo sem confirmação oficial da Associação Uruguaia de Futebol.

pic.twitter.com/uHir6eE2Il

— Selección Uruguaya (@Uruguay) July 11, 2024

Implacável a quem fica: quem ainda corre risco na Copa?

No meio desse cenário, a Alemanha virou outro ponto de tensão. A eliminação precoce e surpreendente para o Paraguai, na segunda fase da Copa, deixou Julian Nagelsmann contestado. O técnico, que comanda a seleção desde 2023, negou ter intenção de deixar o cargo, mas ganhou uma espécie de ponto de interrogação interno.

O presidente da Federação Alemã de Futebol, Bernd Neuendorf, prometeu uma revisão do futebol do país, sem detalhar o tamanho desse processo. O quadro coloca o treinador em uma corda bamba pública, ainda que sem anúncio formal de mudança.

Esse ambiente pesa ainda mais sobre quem já entrou na Copa com contrato desenhado para acabar ao fim de 2026. É o caso de Mauricio Pochettino, nos Estados Unidos, Deschamps, na França, e do próprio Nagelsmann, na Alemanha. Todos têm vínculo programado para terminar ao fim do ciclo do Mundial, e a combinação entre eliminações, pressão política e balanços internos cria clima de avaliação permanente.

Leia a matéria original

Tags: Copa do mundo 2026.demissõesDidier DeschampsEquadorfutebol internacionalHong Myung-boJulian NagelsmannMarcelo BielsaMauricio PochettinoMiroslav KoubekMundial 2026Ronald KoemanSabri LamouchiSebastian BeccaceceSeleções]SportbuzzSteve ClarkeTécnicos
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