O empate por 1 a 1 com o Egito, nesta sexta-feira, 26, abriu espaço para um desabafo de Mehdi Taremi sobre a campanha do Irã na Copa do Mundo. O capitão da seleção iraniana afirmou que o torneio tem sido marcado por falhas organizacionais e apontou a Fifa como responsável pelos problemas enfrentados pela delegação.
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Taremi não poupou críticas ao presidente da entidade, Gianni Infantino, e disse que a estrutura prometida ainda não chegou ao grupo. O atacante do Olympiacos classificou a competição como um fracasso e reclamou da ausência da equipe de logística iraniana.
“É um mundial desastroso. Um desastre. A Fifa tem que resolver todos os problemas aqui, mas, infelizmente não resolveu nada desde o início. O senhor (Gianni Infantino) veio ao nosso vestiário no primeiro jogo e disse que era apenas o começo, mas a fase de grupos termina amanhã e ainda não temos o nosso pessoal da logística aqui.”
Irã ainda sonha com a classificação
Além da crítica à organização, o camisa 9 relatou a rotina desgastante da delegação, que precisa sair dos Estados Unidos após as partidas e voltar para Tijuana, no México, por causa das restrições impostas ao país. Ele também questionou a justiça do formato imposto ao grupo.
“Estamos sempre tendo que viajar para Tijuana. Nós amamos o povo do México. Amamos Tijuana. As pessoas são muito humildes e nós gostamos delas. Como jogadores profissionais, em uma competição profissional, isto não é certo. Não é justo. Se para a Fifa é justo, ótimo para eles. Mas não é justo. Quem quer nos ajudar? Ninguém.”
Com três empates, diante de Nova Zelândia, Bélgica e Egito, o Irã ainda mantém chances de avançar às oitavas como um dos melhores terceiros colocados. Para isso, a seleção precisa torcer contra Croácia, Argélia ou RD Congo neste sábado, 27. Croatas e argelinos avançam com um empate, enquanto os congoleses precisam vencer.
No fim da entrevista, Taremi reforçou a sensação de abandono e deixou no ar a impressão de que a Fifa não quer ver o Irã seguir na competição. “Temos que lutar contra tudo aqui. Não sei se as pessoas querem isso ou não, mas, da nossa perspectiva, parece que sim.”
