O Equador amanheceu em clima de feriado nacional depois de carimbar a vaga na segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Após o histórico triunfo, o presidente Daniel Noboa decretou descanso geral para esta sexta-feira (26) no país, um dia após a seleção derrubar a Alemanha em Nova York e evitar a queda precoce no torneio.
Horas após a virada sobre a Alemanha, por 2 a 1, Noboa usou a rede social X para amarrar o momento esportivo à decisão política. Em mensagem publicada na noite de quinta (25), agradeceu ao elenco e ao treinador por terem atravessado críticas, insultos e momentos ruins até chegar à classificação.
Na mesma postagem, antecipou o anúncio do feriado, formalizado em decreto logo em seguida. O dia 26 de junho transformou-se, portanto, em data de descanso oficial no país.

Daniel Noboa decreta feriado nacional no Equador
O presidente tratou a vitória sobre a Alemanha como um episódio de alcance nacional. Ele não escondeu a gratidão com a determinação do grupo e tratou o feito como algo histórico para além das quatro linhas.
“Obrigado aos jogadores e ao técnico que, apesar das críticas, dos insultos e dos maus momentos que passaram, conseguiram se recuperar e dar esta imensa alegria a todo o país”, dizia um trecho da postagem.
O decreto assinado por Noboa oficializou o que já circulava entre torcedores desde o apito final, que a sexta-feira (26) seria dedicada à celebração da classificação. Como esperado, o documento transformou o dia 26 de junho em feriado nacional, amarrando o ato de governo à atuação da seleção equatoriana na Copa do Mundo.
Virada contra a Alemanha muda o rumo do Equador na Copa
O ponto de virada para esse feriado nacional nasceu no gramado do MetLife Stadium, em Nova York, na quinta-feira (25). Diante da Alemanha, a seleção equatoriana entrou em campo ciente que só poderia “vencer ou vencer” para seguir viva no Mundial. E os alemães quase estragaram a festa.
A Alemanha abriu o placar com Leroy Sané logo aos dois minutos de jogo, deixando o cenário ainda mais tenso para os equatorianos. Nilson Angulo, porém, apareceu aos nove para dar fim à agonia e colocar o Equador novamente em jogo.
Apesar do empate, o resultado não favorecia à seleção sul-americana, que precisava da vitória e, por isso, a agonia se estendeu até o fim. Gonzalo Plata, que chorou após o empate sem gols com Curaçao, ficou responsável por transformar a tensão em grito de alívio. Aos 77 minutos, o atacante do Flamengo aproveitou a cobrança de escanteio para fazer a festa dos mais de 50 mil equatorianos presentes no estádio.
A vitória evitou a eliminação antecipada e empurrou o país para os 16-avos de final, pelas melhores campanhas entre terceiros colocados. Essa fase agora corresponde ao primeiro mata-mata da edição com 48 seleções.

Como a classificação do Equador se encaixa na história da seleção?
O peso dessa classificação ganha contorno maior quando se olha o histórico da equipe no torneio. Em quatro participações anteriores, sem contar a atual, o Equador nunca havia passado do quarto jogo em uma Copa do Mundo. Até 2022, esse limite correspondia às oitavas de final, e a única vez que a seleção chegou ao mata-mata foi em 2006, quando caiu para a Inglaterra exatamente nessa etapa.
Com o novo formato do Mundial, que reúne 48 seleções, passar do quarto compromisso significa alcançar as oitavas de final, depois da fase de 16-avos. O time sul-americano chega a esse patamar com quatro pontos, desempenho que o coloca entre os melhores terceiros colocados. Pelo mesmo grupo E, Alemanha e Costa do Marfim, ambas com seis pontos, também avançaram ao mata-mata.
O caminho até essa vaga, que rendeu feriado nacional, foi construído dentro desse contexto de mudanças na competição. A seleção equatoriana sai da primeira fase sabendo que carrega um feito inédito em sua trajetória: pela primeira vez, tem a chance concreta de ultrapassar a marca histórica do quarto jogo em Copas, agora em um Mundial ampliado.
