A anulação do gol de Vini Jr. contra a Escócia ainda repercutia quando a fornecedora oficial do VAR na Copa do Mundo FIFA 2026 entrou na conversa com humor calculado. Minutos depois da classificação brasileira, a Hisense usou as redes sociais para ironizar o lance e, ao mesmo tempo, blindar a própria tecnologia. A empresa reforçou que entrega recurso para análise, mas jogou a responsabilidade das decisões no colo da arbitragem.
O lance envolveu o que seria o hat trick de Vini na partida da última quarta-feira (24) e o quinto dele no Mundial. Chamado pela cabine do VAR para rever o gol, segundo da Seleção àquela altura, o árbitro mexicano César Ramos analisou as imagens no monitor e decidiu anular o tento. A análise da arbitragem identificou falta do brasileiro no defensor escocês.

Hisense usa VAR para fazer marketing em meio à polêmica
Enquanto a discussão sobre o lance crescia, a patrocinadora oficial da FIFA e fornecedora da tecnologia utilizada nas revisões do VAR decidiu fazer marketing. Em seu perfil oficial no Instagram, a Hisense publicou uma mensagem em tom de comunicado, em tom bem-humorado, citando o papel da empresa na Copa do Mundo 2026 e se posicionando sobre o uso do sistema de vídeo.
“A Hisense, fornecedora oficial da tecnologia para as revisões do VAR na Copa do Mundo FIFA 2026, esclarece que: sim, garantimos a melhor qualidade para a análise de cada lance dos jogos do torneio. Não, não nos responsabilizamos pelo mau uso dos nossos produtos.”
A postagem, ainda em tom de ironia, ainda celebra os “três gols” de Vinicius Júnior na partida.

Gol de Vini Jr anulado muda artilharia da Copa do Mundo?
No campo, o roteiro parecia caminhar para mais uma noite de protagonismo do atacante. O lance revisto pelo VAR significaria o terceiro gol dele no jogo e o quinto na Copa do Mundo 2026. Com a intervenção, o brasileiro chegou aos quatro tentos e seguiu empatado com Kylian Mbappé e Erling Haaland. O trio permanece atrás de Lionel Messi, que soma cinco.
A decisão de César Ramos também reacendeu a memória de 2018. Naquele Mundial, o mesmo árbitro se envolveu em polêmica ao não anular o gol da Suíça no empate em 1 a 1 com o Brasil. O mexicano, quatro anos depois, voltou a causar discussão em um jogo envolvendo a Seleção.
Vini Jr no protagonismo brasileiro da Copa 2026
Mesmo sem o quinto gol confirmado, o atacante deixa a fase de grupos da Copa do Mundo com números expressivos. Ao marcar em todas as partidas iniciais do Brasil, ele se junta a um grupo restrito de brasileiros que balançaram as redes em todos os jogos da primeira fase de um Mundial. O feito coloca o camisa 7 ao lado de nomes históricos do país em Copas.
O primeiro a atingir essa marca foi Jairzinho, no México, em 1970. Duas décadas depois, nos Estados Unidos, em 1994, Romário repetiu o padrão. Em 2002, no Japão e na Coreia do Sul, Ronaldo e Rivaldo dividiram o protagonismo ofensivo da Seleção Brasileira na fase de grupos. Agora, Vini Jr entra nessa lista, ainda que tenha visto o VAR tirar de seu currículo um gol que mudaria tanto a artilharia quanto o tom da classificação frente à Escócia.
O Brasil volta a campo na próxima segunda-feira, 29, às 14h, em Houston, nos Estados Unidos, contra um rival que sairá do grupo com Holanda, Suécia e Japão.
