Um telão montado no centro de Ibarra para acompanhar Equador x Curaçao, pela Copa do Mundo 2026, virou alvo de um ataque a tiros na noite de sábado (20). Uma pessoa morreu e outras seis ficaram feridas, entre elas a vereadora Mery Congo, em estado grave. Segundo a polícia local, dois jovens armados, ambos de 16 anos, abriram fogo contra o grupo que assistia ao jogo na rua.
O ataque aconteceu por volta das 20h no horário local (22h de Brasília), em uma área central de Ibarra, capital da província andina de Imbabura, ao norte de Quito. Uma multidão acompanhava a partida em um telão instalado na via pública quando, na metade do jogo, dois rapazes armados chegaram ao local e começaram a disparar.

Equador x Curaçao: ataque deixa vereadora em estado crítico
De acordo com o tenente-coronel Ismael Varas, da polícia equatoriana, a dupla entrou no espaço com o objetivo de atingir uma pessoa específica, que assistia ao duelo do Mundial. A ação, porém, terminou atingindo vários presentes. Uma adolescente de 16 anos morreu no local após ser baleada, tornando-se a vítima fatal do episódio.
Entre os feridos está a vereadora de Ibarra, identificada como Mery Congo, que levou um tiro na cabeça. Ela sofreu traumatismo craniano e está em estado crítico, segundo o relato das autoridades. Outro ferido, um homem que recebeu um disparo na região do abdômen, também está em situação grave.
Entre os feridos, há um colombiano de 47 anos. O homem acabou atingido no rosto e no peito, mas seu quadro é considerável estável pelos médicos, conforme detalhou a polícia.
Como a polícia agiu após os disparos no telão?
Os dois jovens fugiram do local após o ataque, mas a fuga durou pouco. Segundo Varas, um dos criminosos, foi detido a apenas dois quarteirões de onde ocorreram os disparos .O cúmplice conseguiu escapar, mas, ainda de acordo com o porta-voz da corporação em coletiva de imprensa, já foi “totalmente identificado”.
Ainda de acordo com Varas, os jovens têm 16 anos, e o caso se encaixa em uma tendência observada pelas forças de segurança no Equador. Isso porque o país enfrenta uma onda de recrutamento de adolescentes por organizações criminosas para cometer atos de violência. Quando apreendidos, os menos acabam sujeitos a punições mais brandas que adultos.
Violência com menores armados se repete em outras cidades?
O uso de adolescentes em ataques armados já havia aparecido em outro caso recente no país, ligado ao crime organizado. Ainda nesta semana, em Guayaquil, dois pistoleiros de 15 e 16 anos mataram a tiros um chefe de uma organização criminosa dentro do aeroporto da cidade. Pelo menos outras três pessoas ficaram feridas nessa ação, que também ganhou destaque pelo envolvimento de menores em um contexto de violência armada.
Esses episódios acontecem em meio a uma ofensiva oficial contra grupos criminosos. Desde o começo de 2024, o presidente Daniel Noboa declarou o Equador em “conflito armado interno” contra o crime organizado e vem decretando sucessivos estados de emergência para tentar conter as máfias. As medidas colocaram milhares de policiais e militares nas áreas consideradas mais violentas do país, em uma espécie de ocupação permanente de regiões críticas.
Mesmo com esse reforço de segurança, o número de homicídios seguiu em alta. Em 2025, o país registrou um recorde de 9.281 assassinatos, o que representa uma taxa superior a 50 homicídios por 100 mil habitantes. O índice coloca o Equador entre os países com maior taxa de mortes violentas da América Latina.


URGENTE | Ataque armado en Ibarra