Marcelo Bielsa voltou a chamar atenção durante a Copa do Mundo de 2026. Conhecido pelas opiniões firmes, o treinador da seleção uruguaia criticou as pausas obrigatórias para hidratação implementadas pela Fifa e afirmou que a medida interfere diretamente na dinâmica das partidas.
Durante entrevista coletiva antes do confronto entre Uruguai e Cabo Verde, válido pela segunda rodada do Grupo H, o argentino afirmou que as interrupções modificam a estrutura tradicional do futebol e prejudicam a experiência do jogo. p“Jogar quatro tempos em vez de dois altera a concepção e a cultura que foram construídas para interpretar o futebol. Essa mudança não acrescenta nada e tira muito”, declarou Bielsa.
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Segundo o treinador, as paradas no meio de cada tempo criam uma nova lógica dentro das partidas, impactando não apenas o desgaste físico dos atletas, mas também a maneira como o futebol é disputado e apreciado por jogadores, técnicos e torcedores.
A regra foi adotada pela Fifa nesta edição da Copa do Mundo como forma de minimizar os efeitos das altas temperaturas registradas em sedes dos Estados Unidos, México e Canadá. Cada partida conta com duas pausas para hidratação, com duração aproximada de três minutos.
Bielsa não é o único a demonstrar insatisfação com a medida. Nos últimos dias, o capitão da Holanda, Virgil van Dijk, também questionou a novidade. Antes mesmo do início do torneio, Didier Deschamps, técnico da França, já havia manifestado preocupação com os impactos das interrupções.
Além das críticas, os números indicam que as pausas influenciam diretamente o andamento dos jogos. Levantamento realizado após a primeira rodada da Copa mostrou que 35% das interrupções provocaram mudanças no panorama das partidas, incluindo alterações no controle do jogo, no volume ofensivo e até mesmo no placar.
O Uruguai volta a campo neste domingo, 21, às 19h (de Brasília), quando enfrenta Cabo Verde em busca da primeira vitória na competição.
