Lionel Messi estreou na Copa do Mundo de 2026 com um hat-trick contra a Argélia e mexeu no topo dos artilheiros das Copas. Com os três gols, o camisa 10 da Argentina chegou a 16 e alcançou Miroslav Klose, que já ocupava o primeiro lugar isolado. No mesmo bolo de protagonistas, o francês Kylian Mbappé e o brasileiro Ronaldo surgem na cola, mantendo o ranking disputado.
As mudanças começaram na tarde de terça-feira (16) quando Mbappé entrou em campo já de olho na lista. O atacante balançou a rede duas vezes na estreia da França na Copa 2026 e chegou a 14 gols em Mundiais. Com isso, igualou Gerd Müller (Alemão), que ocupava a terceira posição até então.
Horas depois, o argentino foi além, empurrou três bolas para o gol e mudou a hierarquia no alto da tabela de artilheiros.

Messi, Ronaldo, Mbappé: dança das cadeiras na artilharia das Copas
Hoje, o topo da lista tem Lionel Messi e Miroslav Klose empatados com 16 gols cada. O alemão construiu essa marca ao longo de quatro Mundiais, e o argentino alcançou o mesmo número agora, uma década depois, com o hat-trick diante da Argélia. Entre eles, encaixado na segunda posição, aparece Ronaldo Fenômeno, que somou 15 gols em 19 partidas entre 1994 e 2006.
Já Mbappé chegou no top-3 com 14 gols em apenas 15 jogos de Copa do Mundo, distribuídos entre 2018, 2022 e 2026. Em 2018, levantou a taça como campeão, com tento na decisão, enquanto parou no vice-campeonato em 2022, após hat trick diante da Argentina. O alemão Gerd Müller divide posição com o francês, mas atingiu os 14 em 13 compromissos entre 1970 e 1974.
Ranking de artilheiros das Copas após estreia da edição 2026
Como citado, há um novo desenho no topo. Messi e Klose dividem a liderança com 16 gols, seguidos pelos 15 de Ronaldo. Gerd Müller e Mbappé, empatados com 14, fecham o top-3. Essa combinação coloca duas gerações lado a lado: a dos anos 70 e 2000 junto à turma que ainda está em ação em 2026.
Fechando o bloco principal, surge o francês Just Fontaine, com 13 gols em Copas, à frente de Pelé, que é o último brasileiro entre os primeiros colocados, com 12. Sándor Kocsis e Jürgen Klinsmann surgem na sequência, ambos com 11. A lista mostra um recorte de diferentes escolas e épocas, mas com um ponto em comum que todos marcaram mais de uma dezena de vezes em Mundiais.

Fontaine ainda é o rei de uma única Copa?
Quando o recorte muda para uma só edição de Copa do Mundo, Just Fontaine segue isolado. O francês marcou 13 gols em 1958 e mantém esse topo ainda de forma traquila. Até hoje, só outros dois jogadores conseguiram chegar a pelo menos dez gols em uma mesma campanha. Sándor Kocsis fez 11 em cinco partidas em 1954, e Gerd Müller anotou 10 de seus 14 gols justamente na edição de 1970.
Já no século XXI, a lista de grandes campanhas em uma só Copa ganhou novas caras. Ronaldo fez 8 gols com o Brasil em 2002, enquanto Mbappé repetiu a marca pela França em 2022. Na mesma Copa, Messi anotou 7 pela Argentina. Esses números colocam o trio em destaque, mas ainda abaixo do patamar de Fontaine.
O formato atual da Copa do Mundo de 2026, com possibilidade de até 8 jogos para quem chega na reta final, abre mais oportunidade de gol, porém não há garantia de que alguém vai encostar nesses 13 tentos. Apesar disso, o recorde de maior artilheiro da história dos Mundiais parece encaminhado para ser definido em 2026.
