Adidas segue interessada em voltar ao uniforme do Palmeiras, mas esbarra em dois imbróglios: contrato longo com a Puma e sombra comercial do Flamengo. No entanto, a empresa alemã mantém conversas com o Alviverde mesmo após a renovação do clube com a atual fornecedora até o fim de 2028. Qualquer mudança antes desse prazo exigiria uma manobra contratual delicada.
As partes chegaram a tratar sobre um possível retorno em 2024, ano em que o Palmeiras renovou seu vínculo por mais quatro temporadas com a Puma. Sabe-se que a postura firme da presidente Leila Pereira em preservar acordos torna ainda mais improvável uma ruptura de vínculo antecipada.
Diante desse contexto, dirigentes tratam qualquer discussão sobre rescisão como assunto sensível. Parte da cúpula entende que mexer nesse compromisso agora, apesar do interesse da Adidas, criaria um desgaste necessário dentro e fora do clube.

Como foi a disputa entre Palmeiras, Puma e adidas em 2024?
A reaproximação entre clube e Adidas nasce de uma história recente de disputa pesada no mercado de material esportivo. Durante o processo de renovação de contrato, há dois anos, a alemã chegou a ficar próxima de retomar o fornecimento dos uniformes alviverdes. O cenário mudou quando a Puma reagiu, apresentou nova proposta e garantiu a ampliação do acordo iniciado em 2019.
Naquele momento, segundo o portal Nosso Palestra, a fornecedora alemã tinha a preferência de parte da estrutura interna do Verdão. Integrantes do futebol e da administração viam com bons olhos o retorno da antiga parceira, que vestiu o clube entre 2006 e 2018. O desfecho, porém, foi outro e não houve entendimento entre as partes. Cenário, inclusive, que abriu caminhos para renovação com a Puma.
O que travou o acordo e onde entra o Flamengo?
O ponto de ruptura nas conversas, ainda de acordo com o Nosso Palestra, foram cláusulas contratuais revisadas pela Adidas. A empresa ajustou termos do acordo por questões ligadas ao seu relacionamento comercial com o Flamengo. Essa revisão esfriou o ambiente, tirou ritmo das tratativas e, na prática, tirou a marca da dianteira na corrida pelo uniforme alviverde em 2024.
Hoje, a relação com o clube carioca não é descrita como o fator que impede qualquer movimento imediato. O principal obstáculo é mesmo o contrato assinado com a Puma até 2028, somado à forma como Leila conduz acordos oficiais. Ainda assim, parte de dirigentes e conselheiros resiste à ideia de uma retomada com a alemã por entender que o Rubro-Negro seguiria como prioridade comercial da fornecedora, o que alimenta dúvidas internas sobre espaço e protagonismo do Verdão nesse portfólio.

Quando um retorno da adidas ao Palmeiras é realmente viável?
Nos bastidores, a leitura mais frequente é de que uma volta da Adidas só passa a ser plausível a partir de 2028. Esse horizonte coincide com dois movimentos: o fim do atual compromisso com a Puma e o encerramento do segundo mandato de Leila Pereira em dezembro de 2027. A partir daí, uma nova administração poderia avaliar o mercado com mais liberdade contratual e política.
Enquanto esse futuro não chega, representantes do clube e da fornecedora seguem conversando sobre uma “parceria futura”, como publicou o Nosso Palestra. A marca alemã olha para a capital paulista com atenção, já que desde o fim de 2023 não tem nenhum time da cidade em seu portfólio, depois da saída do São Paulo para a New Balance.
A diretoria alviverde, por sua vez, reforçou o compromisso com a parceira atual e negou negociações em andamento com outras empresas do setor. Já a adidas preferiu não se manifestar, o que deixa no ar a dúvida sobre como esse jogo de bastidores vai se desenrolar quando o relógio se aproximar de 2028.
