O Irã voltou a demonstrar insatisfação com a logística da Copa do Mundo de 2026. Segundo informações do jornal britânico The Guardian, a Federação Iraniana prepara uma reclamação formal à Fifa após ser informada de que a delegação só poderá desembarcar em Los Angeles menos de 24 horas antes do duelo contra a Bélgica, válido pela segunda rodada do Grupo G.
A situação irritou os iranianos após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia na estreia. Em vez de permanecer nos Estados Unidos para atividades de recuperação e preparação, a equipe precisou retornar imediatamente para sua base em Tijuana, no México.
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De acordo com a publicação inglesa, a federação solicitou permanecer por mais tempo na cidade que receberia a próxima partida, mas teve o pedido negado. Com isso, o Irã repetirá a mesma rotina da estreia e chegará ao local do jogo apenas na véspera do confronto.
O incômodo aumenta pelo fato de a partida contra a Bélgica estar marcada para as 12h, no horário local de Los Angeles. Dessa forma, a seleção terá pouco tempo para adaptação e preparação antes de entrar em campo.
Após a estreia, o técnico Amir Ghalenoei classificou o Irã como a “seleção mais oprimida” desta Copa do Mundo. Já o capitão Mehdi Taremi afirmou que os problemas enfrentados pela delegação transformaram as últimas semanas em um verdadeiro “desastre”.
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a Federação Iraniana afirmou que as restrições impostas não respeitam o princípio de igualdade entre as seleções participantes e podem comprometer o desempenho esportivo da equipe.
Apesar da reclamação, a entidade garantiu que seguirá focada na preparação para o confronto diante da Bélgica, considerado fundamental para as pretensões iranianas na competição.
