O Irã voltou aos holofotes da Copa do Mundo por um motivo que vai além do futebol. Após empatar por 2 a 2 com a Nova Zelândia, na segunda-feira, 16, a seleção iraniana recebeu a orientação de deixar os Estados Unidos imediatamente, situação que gerou desconforto entre jogadores e comissão técnica.
O capitão Mehdi Taremi revelou que a delegação precisou retornar para Tijuana, no México, cidade onde está concentrada durante o Mundial. Segundo o atacante, a medida prejudica a preparação da equipe para os próximos compromissos. Em declaração divulgada pela Federação de Futebol do Irã, ele afirmou: “Após a partida contra a Nova Zelândia, tivemos que deixar Los Angeles imediatamente, e isso não é bom para o futebol, porque na Copa do Mundo é preciso se preparar bem para o próximo jogo. Essa situação coloca muita pressão sobre os jogadores e a comissão técnica. Não recebemos o apoio necessário e a Fifa pode e deve ajudar mais”.
Ao comentar a origem da determinação, Taremi disse não saber exatamente quem tomou a decisão, mas acredita que o assunto esteja relacionado à Fifa e à Federação Mexicana de Futebol. O jogador declarou: “Não sei quem nos disse que temos que voltar para o México hoje à noite, mas acho que isso é algo entre a Federação Mexicana de Futebol e a Fifa”.
O técnico Amir Ghalenoei também abordou o cenário enfrentado pela equipe e afirmou que o Irã vem sendo “oprimido” pelas tensões que cercam sua participação na competição. Mesmo diante das dificuldades, o capitão destacou a satisfação do grupo por disputar o torneio mais importante do futebol mundial.
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Irã mantém foco na busca por vaga no mata-mata
Apesar das reclamações, Taremi reforçou que os jogadores seguem motivados pela oportunidade de representar o país na Copa. Segundo ele: “Nos sentimos bem porque estamos na Copa do Mundo e sob os holofotes, e isso é algo que todo jogador deseja vivenciar. Gostamos de estar neste torneio e queremos aproveitá-lo ao máximo”.
Questionado novamente sobre o episódio, o atacante preferiu não entrar em detalhes e respondeu: “Sou jogador e estou focado no futebol. Você deveria fazer essa pergunta ao presidente da federação ou ao nosso diretor de imprensa, que não estão aqui. Você deveria fazer essa pergunta à Fifa, não a nós”.
Dentro de campo, o Irã volta suas atenções para o próximo desafio. A seleção enfrenta a Bélgica no domingo, 21 de junho, às 16h (horário de Brasília), novamente em Los Angeles. Os belgas também não venceram na estreia e ficaram no empate por 1 a 1 diante do Egito.
