A estreia do Irã na Copa do Mundo está sendo marcada por manifestações políticas fora e dentro do estádio em Los Angeles. Horas antes da partida contra a Nova Zelândia, nesta segunda-feira, 15, centenas de iranianos contrários ao atual regime do país se reuniram nos arredores da arena para protestar.
Os manifestantes carregavam a bandeira do leão e do sol, símbolo nacional utilizado antes da Revolução Islâmica de 1979. O emblema é associado por opositores ao período anterior à chegada dos aiatolás ao poder e, atualmente, costuma ser utilizado em atos contra o governo iraniano.
Apesar das restrições impostas pela Fifa a manifestações de cunho político durante suas competições, torcedores conseguiram entrar no estádio com algumas bandeiras do movimento, que puderam ser vistas nas arquibancadas durante o evento.
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Os protestos já haviam ocorrido nos dias anteriores. No último treino da seleção iraniana, realizado em Carson, cidade vizinha a Los Angeles, grupos de manifestantes também se reuniram para demonstrar oposição ao governo do país e pedir mudanças no regime.
A participação do Irã nesta Copa do Mundo foi cercada de incertezas. Em meio às tensões diplomáticas e aos problemas para obtenção de vistos de entrada nos Estados Unidos, a delegação precisou alterar seu planejamento e transferir sua preparação para Tijuana, no México.
Alguns integrantes da comitiva iraniana sequer conseguiram entrar nos Estados Unidos. Entre eles está Mehdi Taj, presidente da federação de futebol do país, que teve o visto negado e permaneceu em território mexicano.
