A Espanha inicia sua trajetória na Copa do Mundo de 2026 cercada por expectativas de título. Campeã mundial em 2010 e atual vencedora da Eurocopa, a equipe comandada por Luis de la Fuente estreia nesta segunda-feira, 15 de junho, diante de Cabo Verde, às 13h (de Brasília), apontada por especialistas, estudos e ferramentas de inteligência artificial entre as favoritas da competição.
A condição de favorita é sustentada por uma combinação de resultados recentes, talentos emergentes e consistência dentro de campo. O principal símbolo desse momento é Lamine Yamal, que chega ao torneio aos 18 anos como uma das maiores estrelas do futebol mundial.
Geração liderada por Yamal
Revelado pelo Barcelona, Yamal ganhou projeção internacional ao participar da conquista da Eurocopa de 2024 e rapidamente se transformou em peça fundamental da seleção. Sua capacidade de improvisação, velocidade e personalidade chamam atenção mesmo em um elenco repleto de jovens talentos como Nico Williams, Pedri, Gavi e Pau Cubarsí.
A expectativa sobre o atacante é enorme. “Um jogo de Copa do Mundo pode assustar muitas pessoas, mas para Lamine é o contrário. Ele tem vontade, sabe que é um cenário incrível, que é a competição mais importante. Veremos a melhor versão de Lamine Yamal”, afirmou Toni Padilla, jornalista do Díari ARA, em entrevista à CNN.
Títulos e resultados
Além da nova geração, a seleção espanhola chega ao Mundial impulsionada pelo título da Eurocopa de 2024 e pela campanha que terminou com o vice-campeonato da Nations League. Na competição continental, a Fúria venceu todas as partidas e derrotou Inglaterra, França e Alemanha no caminho até a taça.
Outro dado relevante é a sequência de 30 jogos sem derrotas, iniciada após o último revés sofrido em março de 2024. Segundo o jornal Marca, trata-se da maior invencibilidade da história da Espanha antes de uma Copa do Mundo.
O cenário ainda é reforçado por projeções de inteligência artificial e estudos estatísticos. Um levantamento da Universidade de Tecnologia de Dortmund, divulgado em 9 de junho, atribuiu 14,5% de chances de título aos espanhóis. “Usando esse modelo, simulamos toda a Copa do Mundo 100.000 vezes: jogo a jogo, seguindo o sorteio do torneio e todas as regras da FIFA”, explicou Rouven Michels, um dos responsáveis pelo estudo.
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