Marrocos chega à Copa do Mundo como uma das seleções mais organizadas e competitivas do futebol atual. Adversária do Brasil neste sábado, 13, em Nova Jersey, a equipe africana colhe os frutos de uma estratégia que há anos busca jogadores descendentes de marroquinos espalhados pela Europa.
O projeto ajudou Marrocos a alcançar a sétima posição do ranking mundial e foi fundamental para a histórica campanha na Copa do Mundo de 2022, quando a seleção se tornou a primeira africana a atingir uma semifinal do torneio. Grande parte daquele elenco foi formada por atletas nascidos e desenvolvidos fora do país.
Entre os principais nomes estão Achraf Hakimi, nascido em Madri e atualmente no PSG, e Brahim Díaz, natural de Málaga e jogador do Real Madrid. Outro exemplo recente é Ayyoub Bouaddi, volante de 18 anos do Lille que representou categorias de base da França antes de optar pelos Leões do Atlas. Também foram incorporados ao grupo atletas como Issa Diop e Anass Salah-Eddine, após aprovação da Fifa para mudança de elegibilidade esportiva.
A convocação para a Copa do Mundo de 2026 evidencia o resultado desse trabalho. Dos jogadores chamados, 19 nasceram fora de Marrocos. O grupo reúne atletas com origens em países como Espanha, França, Bélgica, Holanda e Canadá.
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Marrocos já pensa na Copa de 2030
Além de monitorar jovens descendentes em centros de formação europeus, a federação também investe em projetos nacionais, como a Academia Mohammed VI. A combinação entre desenvolvimento interno e recrutamento internacional faz parte de um plano de longo prazo.
O grande objetivo é chegar ainda mais forte à Copa do Mundo de 2030, quando Marrocos será um dos países-sede ao lado de Espanha e Portugal. Até lá, a seleção busca manter o protagonismo conquistado nos últimos anos e seguir surpreendendo as principais potências do futebol mundial.
