Às vésperas da Copa do Mundo 2026, a França lidera a audiência digital entre as seleções, mas quem mais cresce no ambiente online é o Brasil. Os números do Ranking Digital Global das Seleções de Futebol, do Ibope Repucom, mostram uma disputa cada vez mais acirrada entre alcance e ritmo de expansão.
Enquanto os franceses mantêm a maior base de seguidores somados nas redes, o Brasil se apoia em um avanço acelerado em plataformas como Instagram e TikTok. O contraste entre liderança de audiência e de crescimento expõe como cada seleção explora sua marca no universo digital.
Brasil não lidera no digital, mas acelera antes da Copa 2026
O Brasil não lidera em audiência digital, mas os dados indicam que a Seleção Brasileira está mais perto de encurtar essa diferença. A França aparece na ponta do ranking global com 53 milhões de seguidores em todas as plataformas analisadas, enquanto a Canarinho soma 46 milhões.
Na sequência, Inglaterra (43 milhões), Portugal (42 milhões) e Argentina (32 milhões) completam o top 5 de presença digital entre seleções. Mesmo sem estar em primeiro lugar no volume total, a equipe brasileira é a que mais ganhou terreno nos últimos meses, em um cenário em que as redes sociais passaram a funcionar como vitrine para torcedores e patrocinadores.
Segundo o coordenador de marketing do Ibope Repucom, Danilo Amâncio, as seleções passaram a atuar como marcas globais, com audiências próprias. Isso além da capacidade de gerar valor direto no ambiente digital. Essa lógica coloca a performance online como parte central da estratégia de quem entra em campo e de quem investe no futebol.

Por que o Brasil é o que mais cresce em seguidores?
Entre dezembro de 2025 e junho de 2026, as 60 seleções avaliadas adicionaram 38 milhões de novos inscritos às suas redes. Nesse recorte, o Brasil lidera o crescimento, com 7,9 milhões de novos seguidores, isolando-se como a que mais expandiu sua base digital no período pré-Copa.
Logo atrás aparecem Portugal, com 4,7 milhões de novos seguidores, seguido pela França, com 3,8 milhões. Marrocos, com 2,2 milhões, aparece na sequência e Espanha fecha o top-5, com 2,1 milhões. Juntas, essas cinco seleções responderam por 55% de todas as novas inscrições registradas no mundo. Ou seja, mais da metade do público que entrou na conversa do futebol nas redes escolheu acompanhar uma dessas equipes.
No caso brasileiro, a CBF teve o melhor desempenho em duas plataformas: Instagram e TikTok. Juntos, os aplicativos responderam por 96% da expansão recente, com cerca de 4 milhões de novos seguidores em cada uma.
- Brasil: 7,9 milhões de novos seguidores no semestre
- Portugal: 4,7 milhões
- França: 3,8 milhões
- Marrocos: 2,2 milhões
- Espanha: 2,1 milhões
Esse salto ajuda a explicar por que, mesmo sem estar na liderança global, o Brasil aparece como protagonista do crescimento às vésperas do Mundial 2026.
Como está distribuída a audiência digital da Seleção Brasileira?
Ao detalhar plataforma por plataforma, o desempenho do Brasil se torna mais evidente. No Instagram, a Seleção passou a liderar o ranking mundial, com 22,9 milhões de seguidores. Já no Facebook, mantém a maior página entre seleções, com 12 milhões de inscritos.
No YouTube, o Brasil ocupa a terceira posição, com 2,1 milhões de assinantes. Ou seja, reforçando a presença também em conteúdo em vídeo de maior duração. Já no TikTok, a evolução foi mais brusca: em seis meses, o perfil da Seleção saltou da 22ª para a 7ª colocação, somando 3,6 milhões de novos seguidores.
A estratégia digital da CBF, incluindo o uso da marca “Brasil” como identidade central nos perfis, reorganiza a forma como a Seleção se apresenta ao público global.
Europa, América do Sul e o avanço em outras regiões
O estudo também mostra como o mapa da audiência digital do futebol está distribuído entre continentes. As seleções da Uefa somam 242,6 milhões de inscrições, quase metade do total global. Dentro desse grupo, Portugal, França e Espanha lideraram 72% do crescimento europeu no semestre. A França, como mencionado, mantém a dianteira geral, seis milhões à frente do Brasil.

Na América do Sul, as seleções da Conmebol reúnem 121 milhões de seguidores. Brasil, Argentina e Colômbia concentram 80% dessa base. Argentinos e colombianos também ampliaram suas audiências no período, com 1,6 milhão e 850 mil novos seguidores, respectivamente.
Marrocos lidera a presença digital na África, com 10,6 milhões de seguidores. Na Concacaf, México, EUA e Canadá somam 92% das inscrições da região, em sintonia com o fato de serem países-sede da Copa 2026. Na Ásia, o destaque é o Japão, responsável por mais da metade do crescimento dos países da AFC, com 761 mil novos inscritos no semestre.
O quadro geral indica que a França segue no topo da audiência total, enquanto o Brasil não lidera em audiência digital, mas chega à Copa como a seleção que mais atrai novos torcedores nas redes. Em um cenário em que as seleções se tornaram marcas globais e o desempenho online passa a influenciar patrocínios e até a forma como o futebol é consumido no dia a dia.
