Raphinha abriu o jogo sobre a relação com a torcida brasileira durante entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira, 10. Um dos destaques da Seleção Brasileira na preparação para a Copa do Mundo, o atacante reconheceu que recebe menos carinho dos torcedores do que em outros lugares por onde passou, mas garantiu que não se deixa abalar pelas críticas.
“Para ser sincero, sinto que realmente é diferente o carinho do torcedor brasileiro comigo do que o pessoal de fora. Eu acredito que, se tenho que me provar para alguém, é para mim, meus pais, minha esposa e meu filho”, começou.
“Infelizmente, não posso mudar o gosto das pessoas. Tem gente que gosta e gente que não gosta. Tudo bem. A vontade eu vou sempre entregar, o meu melhor. Isso que seria inadmissível, não entregar o melhor. É natural. Eu saí muito jovem do Brasil, não consegui criar conexão”, seguiu.
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Raphinha também comparou o momento atual com a Copa do Mundo de 2022. Segundo ele, a experiência acumulada nos últimos anos e a adaptação ao Barcelona fizeram com que chegasse muito mais preparado para disputar o torneio.
“Eu acho que senti mais pressão na Copa de 22 do que nessa. Porque me vendo com os olhos de hoje, em 2022 eu cheguei muito imaturo para a Copa. Não só na Seleção, também estava chegando ao Barcelona. Sentia que não estava totalmente adaptado à Seleção Brasileira”, afirmou.
“E agora me sinto muito mais preparado pelo meu momento no clube e na Seleção. A pressão vai existir sempre. Quando vestimos a camisa da seleção brasileira, a pressão vem junto. É a única que ganhou cinco Copas do Mundo. Se não estivermos preparados para a pressão, não podemos disputar um torneio deste nível”, completou.
Vivendo uma das melhores fases da carreira, Raphinha chega ao Mundial como uma das principais referências ofensivas da equipe de Carlo Ancelotti. A expectativa é que ele esteja entre os titulares na estreia do Brasil contra o Marrocos, marcada para o dia 13 de junho, em Nova Jersey.
