O caso do árbitro Omar Artan se tornou um dos assuntos mais repercutidos às vésperas da Copa do Mundo de 2026. Prestes a se tornar o primeiro representante da Somália na arbitragem de um Mundial, ele teve a entrada negada nos Estados Unidos e voltou ao seu país, onde recebeu uma recepção calorosa de torcedores e autoridades locais.
O desembarque aconteceu em Mogadíscio, nesta quarta-feira, 10. Na chegada à capital somali, o árbitro agradeceu o apoio recebido da Fifa, da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da população local. Apesar da repercussão internacional do caso, ele evitou comentar os motivos que levaram ao impedimento de sua entrada em território norte-americano.
Upon arrival at #Mogadishu’s Adan Abdulle International Airport international Somali referee Omar Abdulkadir Artan received a heroic welcome on Wednesday morning. pic.twitter.com/12B8NSgPW8
— Nasra Bashir Ali (@NasraBashiir) June 10, 2026
Eleito árbitro africano do ano em 2025, Omar Artan estava próximo de alcançar um feito inédito para a Somália ao integrar o quadro de arbitragem da Copa do Mundo. No entanto, sua participação foi interrompida após a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos barrar sua entrada no país no último fim de semana.
Na terça-feira, 9, o governo de Donald Trump informou que a medida foi adotada devido a supostas ligações com pessoas suspeitas de integrarem organizações terroristas.
Árbitro agradece apoio após retorno à Somália
Ao falar com jornalistas após retornar ao país, Artan demonstrou gratidão pelo suporte recebido durante o episódio. “O que aconteceu, aconteceu, e foi destino. Sou grato pelo apoio que a Fifa me deu”, afirmou.
O profissional também deixou uma mensagem direcionada aos jovens somalis. “A Somália é nossa, seja nos momentos bons ou ruins. Quero dizer aos nossos jovens para não perderem a esperança em nosso país. Agora estou no meu país, e não há outro lugar onde eu queira estar”, declarou.
