A corrida pela nova camisa da Seleção Brasileira tomou conta do comércio eletrônico em 2026. Impulsionada pela expectativa pela Copa do Mundo, a venda de camisas de futebol movimenta R$ 1,2 bilhão no e-commerce brasileiro e reposiciona a categoria como um dos motores do varejo esportivo online neste primeiro semestre.
O movimento ganhou força a partir de 13 de março, data de lançamento do novo uniforme oficial. Desde então, o torcedor passou a antecipar o clima de Copa diante da revelação do modelo, ampliando o volume de compras e mudando, em poucas semanas, o peso das camisas da Seleção dentro do mercado digital de artigos futebolísticos.
Camisas de futebol movimentam R$ 1,2 bilhão no e-commerce
Entre 1º de janeiro e 2 de junho de 2026, a venda de camisas de futebol no e-commerce brasileiro somou R$ 1,2 bilhão em faturamento. O dado faz parte de um levantamento da Confi, ecossistema de inteligência para o varejo, com base nas transações monitoradas pela plataforma Neotrust em mais de sete mil lojas parceiras.
O desempenho representa um crescimento de 80,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em volume, mais de 4,05 milhões de camisas foram comercializadas no ambiente digital, um avanço de 69,1%. O ticket médio da categoria ficou em R$ 295,90, o que indica que o torcedor buscou tanto produtos premium quanto opções mais acessíveis para entrar no clima de Copa.
Dentro desse cenário, a nova camisa da Seleção Brasileira se destaca como um dos principais motores da categoria. Entre 13 de março e 2 de junho, foram vendidas 915 mil unidades do novo uniforme oficial, com preço médio de R$ 417,50, totalizando R$ 382 milhões em faturamento apenas com esse item.

Explosão de consumo com a Seleção Brasileira
Os dados da Confi mostram que a manobra de lançar o novo uniforme às vésperas da Copa alterou o ritmo do mercado. Segundo Pedro Chiamulera, CEO da companhia, até 12 de março a demanda pelas camisas da Seleção era considerada moderada, respondendo por apenas 5,1% do faturamento total da categoria de camisas de futebol no e-commerce.
“A partir do dia do lançamento do novo modelo (13 de março), o mercado testemunhou uma explosão de consumo”, afirmou Pedro Chiamulera, CEO da Confi. Em menos de três meses, a participação das camisas da Seleção no faturamento da categoria saltou para 48,7%. Ou seja, praticamente metade de todo o dinheiro movimentado com camisas de futebol no comércio eletrônico.
Para o executivo, “esse ganho expressivo de market share em um intervalo tão curto demonstra o forte apelo comercial do item. Além da urgência do torcedor em se preparar para a Copa do Mundo após a revelação do modelo oficial”. Na prática, o novo uniforme se transformou em protagonista da categoria, elevando o desempenho do segmento e criando um efeito de arraste para outras camisas.
- Participação antes do lançamento: 5,1% do faturamento da categoria.
- Participação após o lançamento: 48,7% do faturamento total.
- Unidades do novo uniforme vendidas: 915 mil camisas.
- Faturamento só com a nova camisa da seleção: R$ 382 milhões.
Quem compra camisas de futebol online em ano de Copa?
O estudo também traça o retrato de quem está por trás da venda de camisas de futebol no e-commerce em 2026. O público masculino domina o campo: 78,2% das compras são realizadas por homens, enquanto as mulheres respondem por 21,8% das aquisições no período analisado.
No recorte por faixa etária, o consumo se concentra entre os 25 e 44 anos, mas com diferenças entre os gêneros. Entre os homens, a maior participação vem da faixa de 35 a 44 anos, que representa 34,8% dos compradores. Já entre as mulheres, o pico ocorre entre 25 e 34 anos, com 33,6% das vendas.
- Homens – 78,2% das compras, com destaque para 35 a 44 anos.
- Mulheres – 21,8% das compras, com maior presença entre 25 e 34 anos.
- Faixa etária-chave – 25 a 44 anos concentra o grosso do consumo.
Sudeste lidera faturamento; Norte puxa arrancada
A análise regional indica que o Sudeste mantém a faixa de capitão no mercado. A região concentra 65,9% do faturamento total da categoria de camisas de futebol, o que equivale a R$ 790,5 milhões movimentados entre janeiro e início de junho, alta de 80,1% frente ao mesmo período de 2025.
Apesar da liderança em valor absoluto, o crescimento mais acelerado vem de fora do eixo tradicional. “No entanto, as maiores taxas de aceleração no consumo pré-Copa vêm de fora do eixo Sul-Sudeste”, apontou Chiamulera. O Norte registrou a maior arrancada, com alta de 126,1% nas vendas em relação ao ano anterior.
Logo atrás aparecem o Centro-Oeste, com crescimento de 99,5%, e o Nordeste, com avanço de 93,5%. De acordo com o estudo, o ritmo mais forte nessas três regiões garantiu ganho de participação de mercado em comparação com 2025, o que indica uma base de consumidores digitais mais ativa e conectada ao calendário da Copa.
- Sudeste: R$ 790,5 milhões e 65,9% do faturamento da categoria.
- Norte: maior alta percentual, com 126,1% de crescimento.
- Centro-Oeste: avanço de 99,5% sobre 2025.
- Nordeste: crescimento de 93,5% nas vendas.

