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Manual da Copa: FIFA veta vuvuzelas, mochilas e até garrafas de água; veja proibições mais inusitadas

by Redação
05/06/26 11:50:07
in Giro Sportbuzz
Manual da Copa: FIFA veta vuvuzelas, mochilas e até garrafas de água; veja proibições mais inusitadas
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Os estádios da Copa do Mundo de 2026 terão um ambiente sonoro diferente daquele registrado em outras edições recentes do torneio. A Fifa, entidade responsável pela organização do Mundial, definiu novas regras para o comportamento do público e para os objetos permitidos nas arquibancadas, com impacto direto na forma como as torcidas pretendem se manifestar durante as partidas.

O código de conduta para as arenas nos Estados Unidos, Canadá e México estabelece uma série de restrições a instrumentos barulhentos, itens considerados de risco e atitudes vistas como inadequadas em locais com grande concentração de pessoas. Ademais, as normas valem para todos os 16 estádios que receberão jogos ao longo da competição, entre 11 de junho e 19 de julho de 2026.

Vuvuzela
Vuvuzelas não poderão entrar nos estádios da Copa do Mundo 2026 (Crédito: depositphotos.com/Florentia)

O que está por trás da proibição das vuvuzelas na Copa do Mundo 2026?

A palavra-chave central desse debate é proibição das vuvuzelas. Esses instrumentos de sopro, feitos de plástico e famosos pelo som contínuo e agudo, ganharam associação à atmosfera da Copa de 2010, disputada na África do Sul. Desde então, passaram a simbolizar um tipo de torcida que se baseia em ruído constante, com influência direta na experiência de quem acompanha as partidas no estádio e pela televisão.

Para o Mundial de 2026, a entidade máxima do futebol internacional decidiu não permitir vuvuzelas nas arenas da competição. A justificativa oficial passa por dois pontos principais. São eles: controle do nível de barulho e segurança. O som incessante das cornetas, que lembro um zumbido de um enxame de abelhas, pode dificultar a comunicação entre torcedores, funcionários e equipes de segurança. Além disso, o volume elevado pode interferir em avisos sonoros importantes e em orientações de emergência.

A proibição das vuvuzelas também se relaciona ao objetivo de padronizar o ambiente dos estádios em diferentes países-sede. Dessa forma, ao definir uma lista clara de objetos proibidos, a organização busca evitar interpretações distintas entre arenas e reduzir conflitos na entrada do público. Assim, instrumentos barulhentos, mesmo quando vistos por parte da torcida como forma de festa, passam a ser enquadrados como itens potencialmente problemáticos.

Quais outros itens barulhentos e objetos de risco foram vetados?

A restrição às vuvuzelas é apenas uma parte de um conjunto mais amplo de medidas. Afinal, o código de conduta da Copa do Mundo 2026 também veta outros dispositivos sonoros que recebem classificação como excessivamente ruidosos. Entre eles estão:

  • Apitos de qualquer tipo;
  • Buzinas de ar comprimido e similares;
  • Outros instrumentos que produzam som contínuo e em alto volume.

Além do barulho, o foco recai sobre equipamentos capazes de atrapalhar o andamento das partidas ou colocar pessoas em risco. Entram nessa categoria:

  • Apontadores laser e dispositivos que emitam feixes de luz concentrados;
  • Equipamentos que possam ser usados para distrair jogadores, árbitros ou outros torcedores;
  • Objetos rígidos que possam ser arremessados em campo ou nas arquibancadas.

Mudança no Código de Condura em relação às garrafas de água

Um ponto que chama atenção é a proibição de garrafas reutilizáveis de água nos estádios. A justificativa baseia-se em motivos de segurança, já que recipientes mais duros podem ser usados de forma inadequada em situações de conflito. Em vez disso, a orientação costuma privilegiar copos descartáveis fornecidos em pontos de venda internos.

O código de conduta oficial dos estádios afirmava anteriormente: “Para evitar dúvidas, garrafas plásticas vazias, transparentes e reutilizáveis, com capacidade de até 1 litro, podem ser levadas ao estádio.” Mas, sete dias antes do início do torneio, garrafas — juntamente com copos, potes e latas — entraram na lista de proibições, com a Fifa dizendo que isso reduzirá o risco de ferimentos causados por torcedores que atirem objetos.

Além disso, o manual operacional da Fifa para a Copa de 2026 também detalha regras específicas para a entrada de bolsas e pertences pessoais. Assim, há autorização para bolsas transparentes confeccionadas em plástico, vinil ou PVC, justamente para que o conteúdo possa ser verificado pela equipe de segurança sem a necessidade de abertura. Porém, essas bolsas precisam respeitar o limite máximo de 30 cm x 30 cm x 15 cm. Pequenas carteiras e bolsas de mão seguem liberadas mesmo que não sejam transparentes, desde que tenham dimensões reduzidas e passem por inspeção. Mochilas, por outro lado, entram na lista de itens vetados e não poderão ser levadas às arquibancadas, em linha com a política de reduzir volumes grandes e de difícil checagem nos acessos aos estádios.

Como o código de conduta afeta o comportamento dos torcedores?

Além da proibição das vuvuzelas e de outros objetos, o regulamento da Copa de 2026 define regras específicas para a conduta do público. Assim, o documento deixa claro que pinturas corporais e tatuagens não são consideradas vestimentas, o que significa que certas áreas do corpo devem permanecer cobertas durante a permanência nas arquibancadas.

Com isso, atitudes como invadir o campo, exibir partes íntimas do corpo ou retirar roupas com essa finalidade passam a ser enquadradas como violações diretas do código. Esse tipo de comportamento pode resultar na retirada imediata do torcedor da arena, além de possíveis sanções adicionais, conforme a gravidade do caso e a legislação local.

O texto do regulamento prevê que quem descumprir as normas estabelecidas está sujeito a:

  1. Ter a entrada negada ainda nos portões de acesso;
  2. Ser escoltado para fora do estádio durante a partida;
  3. Eventuais punições posteriores, de acordo com decisões das autoridades competentes.

Essas medidas mostram que a organização da Copa pretende centralizar o controle de ambiente, alinhando barulho, segurança e comportamento do público sob um mesmo conjunto de regras, aplicado de forma uniforme nos três países-sede.

Torcida do Brasil na Copa (Crédito: depositphotos.com/e.m.mitroshin.gmail.com)

O que muda para a experiência da torcida na Copa de 2026?

A proibição das vuvuzelas e de outros instrumentos estridentes tende a alterar o perfil sonoro das arquibancadas. Em vez do ruído constante das cornetas, a atmosfera deve se apoiar mais em cantos, palmas, gritos de incentivo e coreografias organizadas. Ou seja, elementos já tradicionais em torcidas de seleções de diferentes continentes.

Na prática, o torcedor que pretende acompanhar a Copa do Mundo de 2026 precisará planejar melhor o que levar para o estádio. Itens como bandeiras, camisas personalizadas, chapéus, cachecóis e adereços visuais seguem sendo os principais pontos na hora de demonstrar apoio. Porém, desde que respeitem dimensões e regras de segurança locais.

Com a primeira edição do Mundial com 48 seleções, com sedes nos Estados Unidos, Canadá e México, a expectativa é de grande diversidade cultural nas arquibancadas. Nesse cenário, o código de conduta funciona como referência comum para torcedores de diferentes países. Assim, indica claramente que a festa é bem-vinda, mas deve ocorrer dentro de parâmetros específicos, tanto no som quanto nas atitudes dentro dos estádios.

Leia a matéria original

Tags: águaCopa do mundo 2026.EstádiosEstados UnidosFIFAFutebolproibiçõesSeleçao BrasileiraSportbuzzVuvuzelas
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