A Suécia está de volta à Copa do Mundo e chega para 2026 tentando resgatar o protagonismo de uma das seleções mais tradicionais da história do torneio. Fora da edição disputada no Catar, os escandinavos retornam ao Mundial embalados pela classificação dramática na repescagem europeia e pela esperança de repetir campanhas históricas como as de 1958 e 1994.
A seleção sueca disputará sua 13ª Copa do Mundo e terá pela frente Tunísia, Holanda e Japão no Grupo F. Apesar de não aparecer entre as favoritas ao título, a equipe comandada por Graham Potter chega cercada de expectativa após crescer no momento decisivo das Eliminatórias.
A vaga veio depois de uma campanha decepcionante na fase de grupos da UEFA, em que a Suécia terminou na lanterna sem vencer partidas. Ainda assim, o desempenho anterior na Liga das Nações garantiu presença na repescagem. Lá, os suecos eliminaram Ucrânia e Polônia em jogos marcados pelo protagonismo de Viktor Gyökeres.
Suécia aposta em Gyökeres e no trabalho de Graham Potter
O atacante do Arsenal virou o principal nome da nova geração sueca. Contra a Ucrânia, Gyökeres marcou três vezes na vitória por 3 a 1. Já diante da Polônia, anotou o gol decisivo aos 43 minutos do segundo tempo no triunfo por 3 a 2 que confirmou a classificação para a Copa.
Além da força ofensiva do camisa 9, a Suécia aposta no trabalho de Graham Potter. O treinador inglês assumiu a seleção em outubro de 2025 e rapidamente ganhou respaldo após recolocar a equipe no Mundial. Potter conhece profundamente o futebol sueco. Foi no Östersund que ele começou a ganhar notoriedade internacional ao levar o clube da quarta divisão à elite nacional, além de conquistar a Copa da Suécia e disputar a Liga Europa. Depois disso, acumulou passagens por Swansea City, Brighton, Chelsea e West Ham.
Geração histórica de 1958
A melhor campanha da história sueca aconteceu justamente em casa, na Copa de 1958. Liderada por nomes como Nils Liedholm, Gunnar Gren e Kurt Hamrin, a seleção chegou à final após eliminar a Alemanha Ocidental por 3 a 1 na semifinal. Na decisão, a Suécia abriu o placar logo aos quatro minutos, mas acabou derrotada pelo Brasil de Pelé por 5 a 2 diante de mais de 49 mil torcedores no Råsunda Stadium, em Solna. Até hoje, essa segue sendo a melhor campanha do país em Mundiais.
Na última participação em Copas, em 2018, a seleção mostrou força coletiva mesmo sem Zlatan Ibrahimovic. Os suecos avançaram em primeiro lugar no grupo que tinha Alemanha, México e Coreia do Sul, além de eliminarem a Suíça nas oitavas de final. A campanha terminou nas quartas diante da Inglaterra, mas consolidou a imagem da Suécia como uma equipe competitiva em torneios curtos. Agora, oito anos depois, a missão é tentar recolocar o país entre as grandes campanhas da Copa do Mundo.
Ao longo da história, a Suécia soma 51 jogos em Mundiais, com 19 vitórias, 13 empates e 19 derrotas, além de 80 gols marcados.
Jogos da Suécia na fase de grupos da Copa
- Suécia x Tunísia — 14 de junho, às 23h, no Estádio BBVA, em Monterrey
- Holanda x Suécia — 20 de junho, às 14h, no NRG Stadium, em Houston
- Japão x Suécia — 25 de junho, às 20h, no AT&T Stadium, em Dallas
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